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8 de maio de 2015

Minas Gerais: Deputados da oposição criticam suspensão de protocolos de incentivos tributários para empresas.


Um dos protocolos trata da vinda de empresa multinacional para Santa Rita do Sapucaí

Sem a presença de representantes do governo, foi realizada, na tarde desta terça-feira (5/5/15), audiência pública da Comissão de Turismo, Indústria, Comércio e Cooperativismo da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) que tinha por finalidade discutir a suspensão, por parte da Secretaria de Estado de Fazenda (SEF), dos protocolos de intenção destinados a conceder incentivos para a instalação de empresas em Minas Gerais.


Apenas dois convidados - um empresário e um advogado tributarista - compareceram à audiência, convocada a requerimento do deputado Dalmo Ribeiro Silva (PSDB). A ausência de representantes do Governo do Estado motivou protestos da parte dos deputados presentes, todos da oposição. Os protocolos estão suspensos desde fevereiro, quando a SEF editou a Resolução 4.751, dispondo sobre a execução de atividade especial de padronização dos tratamentos tributários diferenciados. De acordo com a norma, cabe à Subsecretaria da Receita Estadual promover a padronização dos tratamentos tributários diferenciados em vigor, concedidos com base no artigo 225 da Lei 6.763, de 1975.

Os parlamentares presentes lamentaram a falta de definição por parte do governo, alegando que a situação contribui para afastar os investidores do Estado, reduzindo a capacidade de produção e geração de empregos.

O empresário Maurício Magalhães, diretor geral no Brasil da empresa finlandesa Luvata, produtora de eletrodos para soldagem por resistência elétrica, disse que a primeira versão do protocolo foi assinada em abril de 2014. De lá para cá, disse, houve uma série de discussões, até que, em novembro, o protocolo foi oficializado, inclusive determinando os percentuais de incentivos fiscais para investimentos. “O processo seguiu para a Finlândia, sede da empresa, mas, em fevereiro, fomos surpreendidos pelo decreto dizendo que seriam revisados todos os protocolos”, disse Magalhães, que se declarou “em dificuldade perante os seus superiores” para explicar o que está ocorrendo.

Segundo Magalhães, a SEF não responde e-mails nem atende seus telefonemas. “Em plena recessão, queremos implantar uma indústria que vai gerar 150 empregos diretos e mais de 2 mil indiretos e não conseguimos nem receber respostas. Como é possível isso?", questionou. Ele ainda afirmou que a Luvata é uma indústria de grande porte, que faturou, no ano passado, 2 milhões de euros.

Disse ainda que na mesma época que a empresa finlandesa manifestou interesse em investir no Brasil, começando por Minas Gerais, iniciou negócios também no México, na Sérvia e na Índia. “O Brasil era o primeiro da fila; hoje é o último”, lamentou. “Imaginei sair daqui pelo menos com um horizonte, uma resposta ao menos. Isso não é profissionalismo”, disse, ao criticar a ausência de representantes do Governo do Estado na reunião.

O advogado tributarista Fernando Martuscellli, ex-procurador da Fazenda, também criticou o procedimento. Segundo ele, os acordos são todos chancelados pela Advocacia Geral do Estado, concedidos em função de três variáveis - faturamento, geração de emprego e investimento -, de forma que não há por que questionar a sua legalidade.

Guerra fiscal prejudica Minas GeraisMartuscelli disse ainda que Minas Gerais enfrenta uma guerra fiscal extremamente agressiva e que Estados como o Rio de Janeiro e a Bahia oferecem incentivos fiscais muito atrativos para as empresas, o que pode acabar afastando os investidores do Estado. Segundo ele, desde que o novo governo assumiu, não há segurança para investimentos em Minas Gerais. “Conclamo todos os deputados, num esforço de negociação, acima de qualquer discussão partidária, a iniciar um diálogo efetivo com a Secretaria de Fazenda, porque Minas Gerais precisa de investimentos e estamos perdendo investimentos devido à morosidade do processo de transição”, disse.
Autor do requerimento para a realização da audiência, o deputado Dalmo Ribeiro Silva (PSDB) alegou que os investidores necessitam de segurança jurídica, e não podem ficar à mercê de burocracia. O deputado criticou a falta de agilidade no processo, que seria motivada pela análise caso a caso, afirmando que o número de protocolos que aguardam assinatura é muito elevado e as empresas não têm tido retorno da parte do governo. Ele informou, também, que está em curso, na Assembleia, a reativação da Frente Parlamentar da Indústria, em defesa do emprego e de novos investimentos.

Sem esconder sua indignação, o deputado Felipe Attiê (PP) lamentou a ausência de representantes do governo para discutir “um assunto importante como esse”. Exaltado, fez críticas contundentes ao governador, afirmando que a Assembleia “não tem um projeto de lei do governo para votar”. Segundo ele, governador e secretários “estão perdidos, batendo com a cabeça na pedra, rumo ao precipício”. “O assunto urge, o tempo de decisão dos empresários não é o tempo da burocracia pública”, disse. O parlamentar manifestou receio de que os investidores desistam, porque a situação, tal como está, “gera desconfiança, insegurança jurídica e tributária”.

O deputado Fábio Avelar Oliveira (PTdoB) também lamentou ver as empresas querendo se instalar no Estado sem poder concretizar seus planos. Segundo ele, em Nova Serrana (Centro-Oeste de Minas), polo calçadista, as empresas também estão indo embora por falta de incentivos e o problema já vem se manifestando desde 2010, no governo anterior. “Seis já foram para a Bahia e outras três para Santa Catarina”, lamentou.

Batendo panela, em protesto, o deputado Alencar da Silveira Jr. (PDT) entrou no Plenarinho III, onde se realizou a audiência, reclamando contra o governo. “Prometer ninguém é obrigado, não, mas cumprir, é”, disse, pedindo eleição geral. Segundo ele, “todo mundo deveria entregar os cargos, da presidente da República ao governador”.

O presidente da comissão, deputado Antônio Carlos Arantes (PSDB), também manifestou sua indignação com o governo e sua preocupação com a indefinição no que diz respeito à assinatura dos protocolos. Ele criticou também a concessão da Grande Medalha da Inconfidência ao coordenador do Movimento dos Sem Terra (MST), João Pedro Stédile.

O deputado Dilzon Melo (PTB) manifestou “estranheza com a desídia do Estado”. Segundo ele, “o governador sabe ou deveria saber que trazer empresas para o Estado não é custeio nem gasto, é investimento social”. “Em 120 dias de governo, nada aconteceu. Se o governo não quer dar subsídio, não dê, mas dê aos empresários a visão e o respeito que eles merecem”, disse.

Requerimento - Durante a reunião, os deputados aprovaram requerimento de autoria do deputado Ivair Nogueira (PMDB), para a realização de visita à Refinaria Gabriel Passos, em Betim (RMBH), para verificar as condições de armazenamento dos combustíveis produzidos no complexo petroquímico.


Fonte Assembleia Legislativa de Minas Gerais - ALMG




5 de maio de 2015

Empresas do setor automobilístico colocam trabalhadores em férias coletivas e lay-off

Os trabalhadores de grandes empresas do ramo automobilístico começaram a semana com a notícia que estão em férias coletivas. De acordo com informações da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Febabrave), desta terça-feira (5), os emplacamentos de automóveis, comerciais leves (picapes e furgões), caminhões e ônibus tiveram queda de 25,19% em abril de 2015.



Volkswagen dá férias coletivas a mais de 8 mil e suspende produção no ABC paulista

A Volkswagem colocou todos os empregados das linhas de produção de sua fábrica em São Bernado do Campo, no ABC paulista, em férias coletivas a partir desta segunda-feira. Os trabalhadores, cerca de 8 mil dos cerca de 13 mil funcionários da unidade, segundo o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, só retornarão ao trabalho daqui a 10 dias.

“A Volkswagen tem feito uso de ferramentas de flexibilização para adequar o volume de produção à demanda do mercado”, informou a montadora em comunicado.

Ou seja, as férias coletivas fora de época — geralmente esta folga é dada aos funcionários durante os feriados de fim de ano — devem-se ao fraco volume de vendas de veículos no mercado interno. Apenas os funcionários da área administrativa permanecem trabalhando. Na unidade são produzidos os modelos Gol e Saveiro.

De acordo com a Anfavea, a associação que reúne as montadoras, as vendas recuaram mais de 17% nos três primeiros meses do ano. Os dados sobre vendas e produção da indústria em abril serão divulgados ainda esta semana.

PESSOAL AFASTADO EM OUTRAS DUAS UNIDADES
A Volkswagen tem ainda outros 940 empregados — 370 de sua fábrica em Taubaté (SP) e 570 da unidade de São José dos Pinhais (PR) em layoff (suspensão temporária dos contratos de trabalho).

A unidade da Volks em Taubaté produz os modelos Up!, Voyage e Gol. No dia 30 de março, a Volkswagen colocou 4.200 funcionários da unidade em férias coletivas por cerca de 20 dias.

A GM, por sua vez, colocou em layoff quase 800 funcionários da fábrica de São José dos Campos, que emprega 5.200 pessoas. Os trabalhadores da unidade ficaram em greve por seis dias no fim de fevereiro, até chegarem ao acordo de suspensão dos contratos em vez de demissões.

Já a Mercedes também já concedeu dez dias de férias coletivas no início do ano, tanto no ABC quanto em Juiz de Fora (MG), onde trabalham 900 pessoas.


Pirelli põe 447 operários em lay-off em sua fábrica de Santo André a partir de hoje

Depois de prever inicialmente que colocaria em lay-off (suspensão temporária de contratos) 450 funcionários da fábrica de Santo André, rever esse número para 380 e, na semana passada, afirmar que ainda não tinha definido a quantidade de trabalhadores, ontem a Pirelli voltou atrás ao determinar que cerca de 450, mais precisamente, 447 empregados, ficarão em casa pelo prazo de cinco meses, de acordo com o que foi combinado com o Sindicato dos Trabalhadores Borracheiros de São Paulo.

Nesse período, além do valor de R$ 1.385,91 para cada profissional, que será pago pelo Ministério do Trabalho com recursos provenientes do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador), a empresa complementará o restante para que eles recebam o valor equivalente ao salário líquido. Como contrapartida, dentro das regras do lay-off, os empregados terão de passar por cursos de qualificação por esse prazo.

O sindicato informou que a saída dos 447 será escalonada, a partir de hoje até a próxima semana. Isso significa que, a cada dia, um grupo de empregados terá o contrato suspenso até se atingir o número definido pela companhia. O presidente da entidade dos trabalhadores, Márcio Ferreira, explica que a fabricante não poderia colocar todos de uma vez em casa, porque é preciso diminuir o ritmo por etapas fabris, para não haver perdas no processo produtivo.

O dirigente destacou que será mantida a escala de 6x2 (ou seja, seis dias de trabalho com dois de descanso), com jornada semanal de 39,5 horas – que era uma conquista histórica da categoria. A empresa havia proposto inicialmente ampliação para 6x1 (com apenas uma folga) e 44 horas de trabalho semanal.

Para Ferreira, o importante é que os empregos sejam preservados e que esse pessoal volte o mais rápido possível à fábrica, que conta ao todo com 2.500 funcionários. “Isso vai depender do mercado, se não melhorar, eles devem voltar só no fim do prazo.”

O sindicato apresenta hoje a pauta de reivindicações da categoria para o setor patronal. Os operários querem 2% de aumento real – o que daria 12% de alta, considerando a inflação medida pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), que nos últimos 12 meses até maio deve oscilar entre 9,5% e 10%. A data base do setor é 1º de junho.


Fiat decide dar férias coletivas para 2 mil trabalhadores em Minas Gerais

A Fiat em Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, vai dar férias coletivas para 2 mil trabalhadores a partir de segunda-feira (9).

Cerca de 20 mil funcionários trabalham na fábrica e, segundo a empresa, a medida é para ajustar a produção à demanda de mercado.

Na quarta-feira (4), 3 mil veículos são produzidos por dia na fábrica de Betim. As férias coletivas vão durar 20 dias.


29 de abril de 2015

Capital estrangeiro adquire empresas do Vale da Eletrônica



As empresas de Santa Rita do Sapucaí estão na mira dos investimentos internacionais. É isso que destaca uma reportagem da edição on line do jornal Diário do Comércio. O momento econômico de tensão e a falta de uma política industrial mais forte e definida são destacados como fatores que levam à entrada do capital estrangeiro.

Segundo a reportagem, no último ano quatro empresas foram vendidas e outras cinco podem deixar de pertencer a brasileiros.


A íntegra você acompanha neste link.

23 de abril de 2015

Estamos de olho

O diretor do SINDVAS, Fernando, em visita na empresa Delphi em Conceição dos Ouros, na última semana, constatou que duas tubulações de ar quente estavam saindo diretamente no barracão, onde os trabalhadores estão no desempenho de suas funções.

Além, disso dos três ventiladores somente um funcionava. Um dos ventiladores estava quebrado e o outro virado para o chão refrescando o piso. O diretor do Sindicato cobrou providências da empresa para sanar o problema das tubulações com ar quente e providenciar pelo menos mais ventiladores em funcionamento. “O calor no local é imenso”, disse o diretor após a visita.  A empresa ficou de resolver os problemas.

Ambulância
Finalmente depois de muitos anos de vários pedidos e reivindicações, os trabalhadores da Delphi contam com uma ambulância para casos de emergência.  O veículo chegou em Conceição dos Ouros vindo da cidade de Itabitiro, lamentavelmente a mesma cidade onde uma unidade da Delphi foi fechada.

2 de abril de 2015

Empresários e trabalhadores lançam movimento em defesa da Indústria

A participação da indústria de transformação no PIB que, na década de 80, era de 35% despencou para 12% em 2014. Sem mudanças urgentes vai cair ainda mais. A gravidade da situação levou à união de empresários e trabalhadores que estruturaram a Coalizão Indústria – Trabalho para a Competitividade e o Desenvolvimento.

Segunda-feira, 06, será realizado, no Palácio de Convenções do Anhembi – Auditório Celso Furtado (Rua Dr. Milton Rodrigues, s/n – Portão 35), às 14h, o lançamento da Coalizão Indústria – Trabalho, com entrevista coletiva de representantes da indústria e dos trabalhadores.

Diversas entidades de classe empresariais, centrais sindicais e sindicatos de trabalhadores estarão presentes, tendo como principais porta-vozes o presidente da ABIMAQ / SINDIMAQ, Carlos Pastoriza e o presidente do Conselho de Administração da Gerdau Jorge Gerdau, entre os empresários. Pelas centrais de trabalhadores estarão Miguel Eduardo Torres, presidente da Força Sindical; Ricardo Patah, presidente da União Geral dos Trabalhadores; e Ubiraci Dantas de Oliveira, presidente da Central Geral dos Trabalhadores do Brasil.



Força Sindical 

25 de março de 2015

Empresa de Santa Rita do Sapucaí espera crescer 35%

A Biquad, empresa especializada em equipamentos de radiodifusão, instalada em Santa Rita do Sapucaí espera crescer 35% com o lançamento de novos produtos. A informação foi trazida pelo jornal Diário do Comércio nesta quarta-feira (25). De acordo com a publicação, a venda de dois equipamentos inéditos e o aperfeiçoamento do DAP4, que transmite áudio digitalmente, são as apostas para alcançar o crescimento.


Leia a matéria completa aqui.

5 de dezembro de 2014

Nova empresa deve gerar 40 empregos diretos em Santa Rita do Sapucaí

A empresa Showtec Indústria e Comércio de Eletrônicos LTDA deve investir R$ 1,36 milhões em uma fábrica em Santa Rita do Sapucaí. De acordo com informações do jornal Diário do Comércio, desta sexta-feira (5), a geração de empregos diretos chega a 40.


Outras empresas também devem expandir as atividades em Minas Gerais com investimentos superiores a R$ 53 milhões.

16 de outubro de 2014

Tamura Indusul inaugura nova unidade em Santa Rita do Sapucaí


O grupo Tamura Indusul inaugurou uma nova unidade, na manhã desta quinta-feira (16), em Santa Rita do Sapucaí. A empresa já ocupava um galpão do Condomínio Municipal de Empresa e agora, passa ocupar outra área no mesmo condomínio. A diretora do SINDVAS, Teca, acompanhou a cerimônia de inauguração como representante dos trabalhadores de Santa Rita.

O grupo Tamura adquiriu 49% da empresa Indusul no ano de 2012, em junho deste ano comprou os 51% restantes integrando a empresa de Santa Rita do grupo multinacional Tamura que opera em vários continentes no mercado de transformadores.


O investimento de R$ 500 mil feitos no novo galpão em Santa Rita do Sapucaí é parte do processo de ampliação da empresa no município. O grupo que emprega 120 pessoas no município espera chegar ao segundo semestre de 2015 com 200 trabalhadores.

30 de setembro de 2014

LC Eletrônica investe em novas fábricas no Sul de Minas Gerais

A fabricação de display de cristal líquido dá mais visibilidade à LC Eletrônica, mas vende menos, de acordo com o presidente Marcelo Soares Minhós. Já a produção de cartões de ônibus tem um volume de produção maior, mas possui menos clientes. “E os chips de cartão têm um volume absurdo, mas com pouquíssimos clientes”. Só que o somatório desses três produtos constituem o carro-chefe da empresa em Santa Rita do Sapucaí, no Sul de Minas Gerais. “Chegamos a ter crescimento de 70% a 80% durante seis a sete anos”, conta o engenheiro mecânico, que, neste ano, deve faturar R$ 60 milhões com a LC. Tamanho otimismo se baseia na demanda dos produtos da LC. Em 2004, quando a empresa foi aberta, ela fazia 3.000 cartões por mês e 300 displays de cristal líquido por dia. Hoje, são 700 mil cartões. “E estamos com demanda para dobrar o número de cartões”, conta. O encapsulamento do chip está, em média, em 4 milhões de unidades por mês.

E, para continuar crescendo, a LC Eletrônica tem mantido os investimentos. Se, neste ano, os aportes em equipamentos de produção foram baixos, foi por causa da construção de uma nova fábrica para fazer chips, que demandou R$ 2 milhões. “Sem contar a parte de painel solar, nós vamos ter que investir mais ou menos € 1 milhão para comprar mais máquinas”, calcula o empresário.

Isso porque está nos planos da LC a exportação para Chile e Estados Unidos. “Vamos precisar aumentar a capacidade”, explica.

A outra planta, para a fabricação de painel solar, requer R$ 200 milhões. São painéis solares de geração de energia para empresas do setor elétrico fazerem as chamadas “fazendas solares”. “Você vende a energia gerada para concessionárias, dentro do Brasil”, explica Minhós sobre a diversificação do negócio.

E a LC Eletrônica já tem clientes para a compra de painéis solares, um produto complexo na análise do empresário. Eles têm o tamanho de 1,20 x 70 cm e, na previsão de Minhós, começam a ser produzidos no ano que vem. “Acabamos de construir uma fábrica (de painel solar) e vamos ter que construir outra”, afirma o executivo.

A confiança de Minhós se ampara num Arranjo Produtivo Local de Eletrônica, que, de acordo com Minhós, só tem em Santa Rita do Sapucaí. “Aqui, a maioria das empresas é nacional. A diferença é que todo mundo daqui tem o mesmo problema, que é arrumar financiamento. Se todas as empresas daqui estão pagando a conta, os bancos gostam de emprestar para cá”, conclui.


Exportação

Argentina. A LC Eletrônica vai exportar um total de 400 mil peças de cartões para a Argentina. O primeiro lote já foi enviado. A meta, de acordo com Marcelo Minhós, é exportar para a Europa.

Fonte O Tempo

16 de setembro de 2014

Metagal comunica mudança nos turnos

A Metagal comunicou que devido à reestruturação produtiva irá fazer a reunificação dos turnos. Representantes da empresa estiveram no Sindicato para propor as alterações que ocorrem em um momento de incerteza no mercado automobilístico com várias empresas do setor aderindo à suspensão dos contratos de trabalho.  


Segundo a empresa, a mudança será no 1°e 2° turnos e somente no setor de montagem, na unidade de Santa Rita do Sapucaí, que passam a ter horário administrativo. No 3° turno, os outros setores, e na unidade de Conceição dos Ouros não há alteração. 

9 de setembro de 2014

Feira Industrial do Vale da Eletrônica apresenta lançamentos e produtos inovadores

É consenso no mercado que para uma empresa consolidar a sua marca e se manter entre as melhores do setor, é preciso que ela invista cada vez mais em inovação. Para a indústria da tecnologia essa condição ganha ainda mais peso, considerando que os seus produtos se tornam obsoletos numa velocidade muito maior nos dias de hoje. Pensando nisso, empresas do Vale da Eletrônica, no Sul de Minas, investem constantemente em soluções inovadoras para o segmento, levando produtos diferenciados, práticos e de qualidade aos mais diversos tipos de mercado. São novidades que serão apresentadas na 13a Feira Industrial do Vale da Eletrônica (FIVEL), realizada entre os dias 3 e 5 de setembro, em Santa Rita do Sapucaí.

A Polsec Law Enforcement é uma das empresas que trazem para a FIVEL o lançamento de um produto inédito no mercado da segurança: o Observador POL-707, equipamento de monitoramento composto por um mini gravador e um transmissor digital portátil. O produto é direcionado para a Segurança Publica e Forças Armadas Brasileiras, sendo uma solução para o acompanhamento das ações dos militares e de agentes em tempo real. O Observador consiste em uma câmera de alta resolução direcionada pelo movimento da cabeça acoplada a um aparelho móvel, ideal para operações críticas e de longa duração. Com esse sistema, que também possui reconhecimento facial como função opcional, é possível monitorar e gravar remotamente tudo o que ocorre no ambiente e armazenar as imagens em uma central. De acordo com a empresa, serão investidos R$ 2 milhões na linha de produção do sistema e a expectativa é que o Observador atinja um faturamento de cerca de R$ 15 milhões já no primeiro ano de vendas. O Brasil é o principal foco da Polsec, mas outros países como Colômbia, México e Portugal já estão interessados no produto.

Também com novidades no setor da segurança, a empresa Genno realiza o pré-lançamento de uma nova Central de Alarme, que possui teclado retroiluminado e acesso remoto através de telefone, o que permite que o usuário possa controlar o seu sistema de onde estiver. Segundo a companhia a solução garante praticidade e um monitoramento mais efetivo de qualquer ambiente, além disso, a central é simples de ser utilizada e o consumidor pode ativar ou desativar o alarme a qualquer momento, através do seu smartphone, ou até abrir uma fechadura ou portão, se desejar.

Seguindo a ideia de monitoramento à distância, um conceito cada vez mais explorado no contexto das novas tecnologias, a Comtac resolveu apostar em um produto que pode ser adaptado, também, para o dia-a-dia de mães e donas de casa: a IPCam, uma espécie de versão mais moderna da chamada babá eletrônica. O aparelho, composto por uma câmera que pode ser controlada remotamente por até quatro dispositivos, como smartphones e tablets, possui lente de infravermelho, zoom digital e memoriza 16 posicionamentos de ângulos pré-determinados. O envio das imagens é feito por meio de aplicativos desenvolvidos pela própria Comtac e o sistema ainda possui um sensor de movimentos que emite alertas de mudança de ambiente, como um movimento do bebê ou caso alguém entre no quarto, por exemplo. Nesses casos, a câmera fotografa e envia a imagem para um ou mais e-mails cadastrados. Além disso, a IPCam conta com um alto-falante embutido, que permite ao usuário interagir com a área monitorada.

Empresa líder de mercado na América Latina e uma das cinco principais do mundo em sensores e instrumentos, a Sense Eletrônica também apresenta ao público da FIVEL um lançamento: o Sensor Fotoelétrico Inteligente, sistema que utiliza um feixe luminoso para detectar a presença ou ausência de pessoas ou objetos. O produto é composto por um Circuito Integrado de aplicação específica que possui o primeiro chip industrial produzido em Minas Gerais, com tecnologia inteiramente do Vale da Eletrônica. Desenvolvido em parceria com Instituto Nacional de Telecomunicações (INATEL) e com a Design House Minas IC, o chip, denominado MGT 10000, foi criado para atender, especificamente, às linhas de sensores fotoelétricos da Sense. O dispositivo abastece o sistema fotoelétrico com um baixo consumo de potência, garantindo, ao mesmo tempo, uma grande faixa de operações dos sensores, que varia de 100 milímetros a 30 metros de distância, bem como o seu funcionamento em diferentes temperaturas, que podem ir de -40oC a +120oC.


Produtos inovadores para a educação

Nessa edição da FIVEL, a Exsto Tecnologia, empresa que fabrica equipamentos voltados para o ramo de didática tecnológica, apresenta o Laboratório Móvel, produto destinado a instituições de ensino que não dispõem de estrutura física para suprir toda a demanda de alunos. A solução foi criada com intuito de ser comprada ou alugada por escolas e permite, ainda, que o laboratório vá até os estudantes, podendo chegar, por exemplo, a presídios e a locais de difícil acesso. A peça é composta por 5 bancadas, 4 para atender aos alunos e uma para o professor, que também conta um quadro branco e uma TV. Todos os materiais de consumo utilizados, como cabos conectores e fios também são fornecidos pela Exsto.



Fonte Pouso Alegre.net

Santa Rita do Sapucaí vive boom de inovação tecnológica

Cidade com tradição no plantio de café, Santa Rita do Sapucaí, no Sul de Minas – com 38,7 mil habitantes –, também é um “canteiro de fábricas” do setor de tecnologia, como define o presidente do Sindicato das Indústrias de Aparelhos Elétricos, Eletrônicos e Similares do Vale da Eletrônica (Sindvel), Roberto de Souza Pinto. É que, a cada 15 dias, as empresas do município têm, em média, 25 itens, entre lançamentos de novos produtos e inovação tecnológica, calcula Pinto. Além do boom de inovação, o presidente do Sindvel informa que, a cada dois anos, chegam ao Vale da Eletrônica ao menos 20 empresas originadas das incubadoras. Atualmente, são 153 empresas que empregam cerca de 10 mil pessoas e vão gerar um faturamento de R$ 2,7 bilhões neste ano. “A inovação tecnológica acontece ‘todos os dias’, se ela parar, a empresa morre em três meses”, calcula Pinto.

Entre os 13,7 mil itens produzidos, os que possuem software embarcado são os que sofrem inovação diariamente independentemente da área de atuação da empresa. “A minha empresa (Santa Rita Alarmes) produz rastreadores de veículos, e todos os dias o cliente pede para fazer alguma coisa que o mercado demanda”,diz.

Durante a Feira Industrial do Vale da Eletrônica, que terminou na última sexta-feira, as Forças Armadas também foram buscar inovação em Santa Rita do Sapucaí. O coronel do Exército George da Silva Diverio diz que existe a necessidade de interação das Forças Armadas com a sociedade e, principalmente, com a indústria nacional de defesa. “Precisamos de uma gama gigantesca de artigos diversos, como desenvolvimento de radares, rádios definidos por software, antenas, componentes eletrônicos e circuitos integrados”, enumera alguns deles.

Além de fazer palestra durante o evento, o coronel também fez prospecção de produtos e interessou-se por um sistema de comunicação de controle que dá a parte situacional do combatente e transmissão de dados. Sem citar nomes de empresas, o coronel do Exército também encontrou um rádio construído somente com software. “Pouquíssimos países no mundo têm um rádio que é definido por software”, explica.

Também na feira, a especialista sênior em ciência e tecnologia do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Vanderleia Radaelli, conta que a instituição já investiu R$ 6 milhões nos últimos quatro anos no Vale da Eletrônica e vai investir mais. “Estamos muito felizes do quanto as empresas estão envolvidas com a atividade de inovação”, conclui. 


Fonte O Tempo

Feira no Sul de Minas tem plano para tirar gringos de cena

Os fabricantes de eletroeletrônicos do polo de Santa Rita do Sapucaí, o chamado Vale da Eletrônica, no Sul de Minas Gerais, se preparam para receber, a partir de amanhã, 800 compradores de matérias-primas e componentes do Brasil, México, Chile, Peru, Colômbia, Uruguai, Argentina e Equador. A estratégia nas agendas de encontros é garantir encomendas para os próximos 12 a 18 meses, ofensiva vital das empresas num momento de retração da indústria brasileira de transformação e de perspectiva de baixo crescimento econômico. O principal apelo será a capacidade técnica das fábricas para substituir as importações no setor, informa o presidente do Sindicato das Indústrias de Aparelhos Elétricos, Eletrônicos e Similares do Vale da Eletrônica (Sindvel), Roberto Souza Pinto.

“Vamos bater no espaço que os produtos eletroeletrônicos podem tirar dos importados”, afirma o industrial, com o respaldo dos números que mostram o crescimento das exportações do polo mineiro. Nos últimos oito anos, a receita das vendas externas aumentou quase cinco vezes, ao sair de US$ 6,510 milhões em 2006 para US$ 32 milhões no ano passado. O número de empresas exportadoras evoluiu de seis para 53.

Segundo Roberto Pinto, além da qualidade dos produtos – quase todas as empresas têm o certificado ISO 9000 e todos os itens que saem das linhas de produção têm de ser homologados por órgãos reguladores – a eficiência alcançada em custos deu maior competitividade ao Vale da Eletrônica. 
Aparelhos para radiodifusão, particularmente transmissores de TV digital, que têm alto conteúdo tecnológico e não são volumosos, têm tido a melhor performance na briga com os artigos importados. Soluções em eletrônicos voltados para a segurança também se destacam nas linhas de produção de 38 das 153 empresas do polo de Santa Rita do Sapucaí.

Os eletroeletrônicos tendem a ganhar espaço no mercado externo, na avaliação de Alexandre Brito, consultor de negócios internacionais da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg). Ele aponta algumas particularidades do Vale da Eletrônica como fatores-chaves do trabalho de busca de clientes no exterior, como a capacidade de desenvolver produtos feitos sob encomenda, o compartilhamento dinâmico das empresas de informações que não tratam de segredos industriais, facilidade logística operacional e capacidade técnica da mão de obra local. 

De acordo com o presidente do Sindvel, Roberto Pinto, os encontros de negócios com os compradores de matérias-primas e componentes em setembro vão funcionar como um termômetro da demanda do setor para 2015. A programação que está sendo preparada inclui visitas dos compradores às fábricas do polo, como parte da 13ª Feira Industrial do Vale da Eletrônica (Fivel) 2014, que ocorre de 3 a 5 de setembro. 

Durante o evento, as 153 empresas vão expor cerca de 13 mil produtos destinados às áreas de eletroeletrônica, construção civil, radiodifusão e defesa. Cerca de 70% do faturamento do polo industrial, estimado em R$ 2,7 bilhões neste ano, é apurado a partir de contratos que começam a ser negociados na Fivel.


Fonte Estado de Minas

2 de setembro de 2014

Fiat mantém plano de investimento

Mesmo diante do período conturbado pelo qual passa a indústria automotiva brasileira, com queda nas vendas e estoques elevados nos pátios, a Fiat Automóveis está dando continuidade a seu plano de investimentos no Brasil, o maior desde a chegada da montadora italiana ao país, há 38 anos, com a inauguração da fábrica de Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH).

A empresa não informa quanto dos R$ 6 bilhões previstos para Minas Gerais já foram aportados, mas a nova linha de pintura deve ficar pronta em dois anos, ampliando a capacidade para 180 carros pintados por hora, ante os 130 atuais. Além disso, a nova cabine é oito vezes maior do que a existente. A estratégia, segundo a Fiat, é aumentar a capacidade produtiva de 800 mil para 950 mil automóveis por ano.

Segundo informações já divulgadas pela assessoria da montadora, os investimentos no Brasil vão criar 7,7 mil empregos diretos, além de 12 mil indiretos, "principalmente nas empresas fornecedoras que vão expandir sua capacidade de produção para atender à demanda do grupo". Atualmente, a Fiat emprega cerca de 50 mil trabalhadores no país, dos quais 19,2 mil na fábrica de Betim, a maior do país em capacidade produtiva.

Parte do dinheiro que será investido sairá do caixa local da empresa - o Brasil é o maior mercado da marca, à frente inclusive da Itália - e outra parcela será levantada junto a instituições de fomento, como o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Dos investimentos totais de cerca de R$ 15 bilhões que serão feitos pela Fiat no Brasil entre 2013 e 2016, que contemplam a modernização da fábrica mineira, uma fatia será destinada à construção da nova plataforma industrial em Goiana (PE) e ao desenvolvimento de novos produtos e processos.

Além da nova cabine de pintura, a unidade de Betim também recebeu duas linhas de prensas, com capacidade de estampar mais de 115 mil peças por dia, ou mais de 40 milhões por ano, dobrando a produtividade em relação às 17 linhas convencionais. A assessoria informou que as novas prensas são totalmente automatizadas, capazes de operar 16 golpes por minuto - contra cinco a sete golpes das antigas ainda em funcionamento.

Estão sendo realizados investimentos, também, na automação da funilaria, com 287 robôs (70 adquiridos neste ano), além da instalação de um transportador aéreo de cinco quilômetros de extensão, que leva os motores até a linha de montagem. Estão sendo realizadas ainda reformas na área de logística e ampliação de projetos de sustentabilidade.

A "nova" fábrica mineira vai produzir seis novos modelos nos próximos três anos. Um deles é o compacto que substituirá o Mille, que saiu de linha no ano passado. Já a planta de Goiana, com inauguração prevista para o fim de 2014, terá capacidade para 250 mil veículos ao ano e vai gerar 4,5 mil empregos diretos.

Paralisação - Embora líder de vendas no mercado brasileiro, a Fiat concedeu férias coletivas entre os dias 12 e 20 do mês passado para cerca de 6 mil funcionários da planta de Betim. A medida foi uma tentativa de reduzir os estoques, que estão em níveis elevados em função da retração das vendas neste ano.


A montadora confirmou que a decisão teve o objetivo de "balancear o mix de produção e reduzir os estoques". As vendas da Fiat acumulam queda de 10,3% no período entre janeiro e julho ante igual intervalo de 2013, conforme a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave).

21 de agosto de 2014

Fivel espera receber 12 mil pessoas neste ano

Baseada no tema "Viajando pelo mundo da inovação, focado no mercado", a 13ª edição da Feira Industrial do Vale da Eletrônica (Fivel) quer, além de ser um grande show room dos produtos produzidos pelo Arranjo Produtivo Local (APL) de Eletroeletrônicos de Santa Rita do Sapucaí, ser também um fórum de debate sobre as práticas de inovação na indústria brasileira. A feira acontece entre os dias 3 e 5 de setembro, em Santa Rita do Sapucaí, no Sul de Minas.

De acordo com o presidente do Sindicato das Indústrias de aparelhos Elétricos, Eletrônicos e Similares do Vale da Eletrônica (Sindvel), Roberto de Souza Pinto, a inovação é o que garante o crescimento das empresas e, com isso, a geração de empregos e o desenvolvimento do país.

"Nós, como empresários de tecnologia, nunca podemos deixar de investir. O que precisamos é de uma política pública mais robusta para fomentar a inovação e a produtividade. Estamos prontos para oferecer soluções para que a agropecuária fique mais automatizada, para a saúde, desenvolvendo equipamentos que hoje são importados. A mesma coisa para a educação, com produtos para os laboratórios escolares, por exemplo. O Vale da Eletrônica tem muito a contribuir com o país, mas precisamos de mais discussão e mais incentivo", afirma Souza Pinto.

São esperados na feira cerca de 12 mil visitantes nos três dias. Além dos estandes, os compradores vão poder participar de rodadas de negócios, visitar as fábricas e acompanhar a apresentação de novos produtos e demonstração de novas tecnologias.

"A feira não é o lugar para fechar negócios. Aqui os empresários vão programar suas compras conhecendo profundamente não apenas os produtos, mas, principalmente, os processos. Ao visitar as fábricas, vão entender sobre o processo de fabricação e a sustentação dos negócios, identificando potenciais parceiros e tendências", destaca o presidente. Entre os visitantes, também estarão compradores estrangeiros. Desde 2006, o Vale desenvolve o Projeto Setorial (PS) junto à Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex Brasil) para promover a internacionalização das empresas participantes. "A vinda de estrangeiros é conseqüência desse programa. Por meio dele preparamos as lideranças para ter uma visão internacional. Desenvolvemos toda a comunicação em inglês e espanhol, trabalhamos o design e a homologação dos produtos nos países compradores. São, atualmente, 53 empresas participantes", explica o dirigente.

O processo para a internacionalização aumenta o nível de organização dentro das empresas e, via de regra, melhora produtos e serviços. Mesmo que as vendas para o exterior não se concretizem, a participação no PS aumenta o índice de competitividade e prepara a empresa para atender melhor também o mercado nacional. "Esse é um processo de amadurecimento. Mais estruturada, a empresa diminui desperdícios, evita perdas e fica pronta para qualquer mudança que precise ser feita. Dentro da APL uma empresa apoia a outra. Cada uma oferece o melhor de sua estrutura e, no fim, temos os melhores produtos que podemos fabricar, dando oportunidade para que todos cresçam".

Todo esse esforço pretende, ainda, fortalecer as empresas contra a concorrência dos produtos chineses. "Precisamos mostrar que é vantajoso comprar os produtos do Vale. Ao conhecer os processos os empresários vão entender porque podemos oferecer produtos que tem continuidade, com garantia e assistência, além de receberem atualizações tecnológicas. Os chineses podem ter o preço mais competitivo, mas deixam de ser interessantes no primeiro sinal de problema ou dúvida", aponta.

A feira promete agitar não apenas as empresas de tecnologia. Todo o trade turístico da região espera pelo evento. "Os hotéis de Santa Rita do Sapucaí, Itajubá e Pouso Alegre esperam pela Fivel. Eles ficam lotados e todos os serviços como transporte, restaurantes, bares e outras atividades lucram nesses três dias", completa.



Fonte Diário do Comércio

4 de junho de 2014

SINDVAS questiona recesso durante a semana em creches de Santa Rita do Sapucaí

O Sindicato dos Trabalhadores do Vale do Sapucaí (SINDVAS) alerta para os decretos de pontos facultativos para servidores municipais de Santa Rita do Sapucaí. Isso tem gerado prejuízos aos pais que ficam sem o serviço de creches durante a semana quando o expediente de trabalho é normal nas empresas.

A presidente do Sindicato, Maria Rosângela Lopes, concedeu entrevista sobre esse assunto à Rádio Difusora de Santa Rita. 


Confira no link abaixo

3 de junho de 2014

Metalúrgicos discutem na Fiemg crise de energia e ameaça aos empregos

A Federação da Indústria do Estado de Minas Gerais (Fiemg)  realizou no último dia 28 de maio reunião solicitada pela Femetalminas para discutir a onda de demissões de trabalhadores na indústria sob o argumento de crise no fornecimento de energia elétrica.

Nos dois útimos meses aconteceram centenas de demissões em empresas no Vale do Aço, Ipatinga, Capitão Enéas, Curvelo, Ouro Preto, Montes Claros, Poços de Caldas e Bocaiúva. Representando a presidenta da Femetalminas na reunião, o secretário geral da Federação, Paulo Cézar dos Santos, afirmou o clima de desespero que afeta as famílias dos trabalhadores nas principais localidades onde acontecem as demissões, construindo não apenas um grave problema social, mas também uma séria ameaça de desarticular e  sucatear as estruturas industriais instaladas. Paulo Cezar, que estava acompanhado na reunião pelo diretor que coordena os trabalhadores federados, Astolfo de Freitas, e pelo diretor tesoureiro, Delson José de Oliveira, também presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Bocaiúva, defendeu a utilização da energia gerada por termelétricas pelo setor industrial como forma de proteger o processo de desenvolvimento e preservar os empregos.  

Delson de Oliveira esteve na mesa de frente com dirigentes da empresa Rima Industrial, que demite no Norte de Minas e que ainda sinaliza com a continuidade de desligamentos em seu contingente de trabalhadores nas cidades de Bocaiúva, Capitão Enéas e Várzea da Palma.  Segundo os empresários isto dependerá da reforma do contrato com a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig). As incertezas levam os empresários a temer o fechamento da empresa até o final deste ano.  “Esta é uma discussão da qual devem participar as instâncias de governo, pois a crisd no fornecimento de energia pode ser reparada por medidas de uma emrpesa onde o Estado tem participação e responsabilidade”, afirma Paulo Cezar. Delson de Oliveira, advertiu que  “mesmo após renovarem contratos energéticos em alto custo as empresas não afastarão a ameaça de quebradeira do sistema de produção do ferro-ligas, que se fará sentir em outros setores da economia”.

O presidente da Fiemg, Olavo Machado Júnior, cumprimentou a postura das lideranças sindicais em discutir com os empresários iniciativas de proteção do processo de desenvolvimento e de levar a preocupação e propostas ao governador de Minas, Alberto Pinto Coelho.


Na reunião, Olavo Machado, analisou o fato de a Cemig priorizar um foco voltado para acionistas, de aumentar reserva de energia para venda no mercado livre, o que a fez projetar um lucro de 45% no primeiro trimestre deste ano comparado com o mesmo trimestre do ano passado. Entre janeiro e março, o lucro da companhia registrou R$ 1,25 bilhão, contra R$ 865 milhões do primeiro trimestre do ano passado. Comprar o megawatt/hora por uma média de R$ 100 e comercializar no mercado livre por até R$ 822 garantiu robustez ao caixa da concessionária. 


Fonte FEMETAL-MG

Campanha pela redução da jornada de trabalho sem redução de salário


Nesta quarta-feira (4), na Câmara dos Deputados, em Brasília, será realizado um ato público com o objetivo de relançar a campanha pela Redução da Jornada de Trabalho para 40 horas semanais sem redução dos salários, promovido pelas centrais sindicais, Ministério Público do Trabalho, Associação Nacional de Magistrados da Justiça do Trabalho, Associação Brasileira de Advogados Trabalhistas, Associação Latino Americana de Advogados Trabalhistas, Associação Nacional dos Procuradores do Trabalho e pelo Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho, dentre outras organizações.


A luta pela redução da jornada de trabalho é batalha histórica do movimento sindical e reivindicação central da nossa Pauta Trabalhista. Há anos a PEC 231/95, de iniciativa do senador Inácio Arruda (PCdoB-CE), tramita lentamente pelo Congresso Nacional. O ato público que ora convocamos tem por objetivo recolocar à sociedade e ao parlamento a necessidade de se avançar na análise do projeto, que é de elevado interesse sindical e dos trabalhadores. Por outro lado, o relançamento da Campanha marcará a incorporação do Ministério Público do Trabalho e de várias organizações representativas dos juízes, procuradores e auditores fiscais do trabalho nas mobilizações, o que é fundamental para dar maior densidade à nossa luta.


17 de janeiro de 2014

Empresa de Santa Rita do Sapucaí aposta na levitação de objetos

A empresa de Santa Rita do Sapucaí Ledtec aposta em um novo mercado a partir de 2014: a fabricação de dispositivos que permitem a levitação de objetos. A empresa já investiu cerca de R$ 250 mil no desenvolvimento da tecnologia, valor que o sócio-proprietário, Lourenço Menegon, pretende ter retorno em dois anos. Ele espera que o lançamento acrescente em até 5% o crescimento anual da empresa que, atualmente, está na faixa de 30% a 35%. 

De acordo com Menegon, a ideia de se lançar nesse novo mercado veio com um cliente da empresa. Interessado em ter uma miniatura do produto que fabrica flutuando em sua loja, ele propôs aos sócios o estudo de uma tecnologia que permitisse isso. "Ele nos procurou porque já temos experiência em tecnologia e engenharia e nós aceitamos. Começamos a pesquisar com a ideia inicial de usarmos ímãs, mas logo percebemos que era impossível levitar objetos só com isso. Então agregamos outras tecnologias de controle", relata.

O sócio-proprietário explica que o dispositivo funciona compensando o peso do objeto com uma força de repulsão magnética. "Modulando essa força podemos fazer com que esse objeto flutue e até adquira outros atributos, como, por exemplo, girar. Também conseguimos controlar sua altura e a velocidade com que gira", afirma. De acordo com ele, a tecnologia é incorporada ao objeto que se deseja fazer flutuar, como um brinquedo, um sapato ou uma joia, e esse objeto fica levitando alguns centímetros acima de uma base. Menegon acredita que a principal utilização da plataforma será na área comercial e no setor de educação. "Ver um objeto flutuando atrai muito a atenção das pessoas, então é um recurso interessante para as vitrines, por exemplo", diz.

De acordo com o sócio-proprietário, a plataforma permite a levitação de objetos de qualquer peso e a qualquer altura, entretanto quanto mais pesado e mais alto, mais inviável fica a tecnologia em termos de custo-benefício. Ele afirma que o ideal é a levitação de produtos que pesem entre 500g e 1Kg a uma altura de 5 a 10 centímetros. O preço da tecnologia deve variar ente R$ 100 e R$ 3 mil. "Podemos fazer aplicações com levitação de alguns gramas, como uma maquete de papel, ou produtos com algumas centenas de gramas, como um sapato ou um relógio, ou, ainda, produtos mais pesados, como manequins, tablets e computadores", exemplifica. Menegon afirma que empresa ainda está aguardando a emissão da patente do produto, que deve ser lançado até o início de 2014.

Incremento - O dispositivo de levitação vem para acelerar o crescimento da empresa, que já vinha sendo alavancado pela oferta de projetos em led. De acordo com Menegon, esse serviço, iniciado na empresa há cerca de dez anos, teve um aumento de 100% nos últimos dois anos e foi o responsável pelo crescimento anual entre 30% e 35% da Ledtec. Ele explica que a empresa começou apenas com a fabricação de impressoras especiais, instaladas em caixas eletrônicos, por exemplo, mas a venda desse produto ficava muito suscetível à variação da economia do país. "Se o país crescia 4%, nós também crescíamos nessa mesma proporção. Não temos dúvidas que as taxas de crescimento maiores nos últimos anos vieram com a inovação dos serviços de iluminação de led", analisa.


Fonte Diário do Comércio 

27 de novembro de 2013

Patrão “canibal” dá dentada em diretor dos metalúrgicos de Montes Claros

Não há limites para um patrão raivoso.  Em mobilização dos metalúrgicos de Montes Claros no último dia 25, o diretor do Sindicato Marcos Edjalma saiu de lá literalmente “mordido” pelo patrão, dono da empresa Retífica Vitória.


Contrariado com as manifestações dos sindicalistas na porta de sua empresa, o patrão investiu contra o diretor do sindicato, Dario Ramos, tendo sido interceptado pela diretora da entidade Ana Maria. Muito nervoso, o “empresário” resolveu ir para o enfrentamento com palavrões e agressões físicas.  Quando partiu para a agressão de fato, o diretor do sindicato Marcos Edjalma tentou apaziguar os ânimos, segurando-o para evitar o atrito, momento em que levou uma dentada na barriga.

Leia a história completa aqui.