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27 de janeiro de 2016
3 de agosto de 2015
700 trabalhadores da Delphi-Cotia entram em greve nesta 2ª contra transferência da planta
Os trabalhadores da
planta de Cotia da Delphi Automotive amanhecem do lado de fora da linha de
produção nesta segunda-feira, 3. A partir das 8h, eles farão assembleia para
aprovar o indicativo de greve contra a decisão intransigente da empresa de
mudar sua planta para Piracicaba (SP).
O indicativo de greve
foi aprovado em reunião no sábado, 1, na subsede de Cotia, que envolveu cerca
de 300 trabalhadores, indignados com a falta de respeito da empresa com eles e
com o Sindicato. Isso porque a empresa anunciou aos trabalhadores o novo endereço
da planta e deu prazo de somente 30 dias para que eles possam decidir se querem
acompanhar a mudança. Os trabalhadores não têm clareza sobre qualquer pacote de
benefícios, nem o Sindicato foi procurado para negociação sobre o assunto.
Os rumores sobre uma
possível mudança de planta já eram antigos. Em maio, mais uma vez o Sindicato
dos Metalúrgicos de Osasco e Região e a empresa se reuniram e uma das pautas
eram esses boatos. A empresa respondeu que havia estudos. "Fica claro que
a Delphi estudou o tempo que precisou e agora, do dia para noite, coloca toda a
pressão sobre 700 famílias. Não negociou com o Sindicato, não teve
transparência e responsabilidade com os trabalhadores e a cidade. Por isso, a
saída é a greve", afirma o presidente do Sindicato, Jorge Nazareno.
Impactos - Além do
impacto direto a família de 700 metalúrgicos - cujas esposas trabalham na
cidade e na região, filhos estudam -, a mudança impacta diretamente no
município de Cotia e na economia regional. A estimativa do Sindicato é que mais
de R$ 40 milhões deixem de ir para a economia em forma de salários, tendo como
base a média salarial de R$ 3.500 na empresa. A isso se soma os impactos no
sistema de saúde pública, já que a maioria dos trabalhadores não deve migrar
com a empresa e, com isso, podem perder convênios médicos. Além disso, haverá
as perdas para os prestadores de serviço a Delphi.
Mesmo com todas as
dificuldades da economia global, a Delphi faturou ao longo dos últimos anos
mais de R$ 70 milhões ao ano. Resultado que tende a até se ampliar em 2015, já
que a empresa tem se beneficiado da valorização do dólar.
Imprensa Metalúrgicos de Osasco
12 de setembro de 2014
Trabalhadores da metalúrgica Foxconn II em Jundiaí entram em greve
Os cerca de 3,7 mil
trabalhadores na Foxconn II (Anhanguera), em Jundiaí - única fábrica de iPads
fora da China, decidiram, em assembléia realizada na tarde desta quinta-feira
(11), entrar em greve por tempo indeterminado. Eles não aceitaram a proposta da
empresa, que solicitou um prazo de 15 dias para apresentação de um plano de
cargos e salários e 30 dias para que essa nova estrutura seja colocada em
prática.
O diretor do Sindicato dos Metalúrgicos Evandro Oliveira Santos, destacou que
não existe na empresa uma organização de cargos e salários, nem uma organização
de estrutura. “Eles precisam apresentar uma estrutura para que o trabalhador,
quando entrar na empresa, possa saber até onde pode chegar”, disse, lembrando
que em fevereiro de 2013 já ocorreu uma greve na empresa, pelo mesmo motivo.
“Os trabalhadores cansaram de dar prazos e não ver a reivindicação atendida”.
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| Trabalhadores entram em greve. Foto: Jamilson Tonoli |
O presidente do
Sindicato, Eliseu Silva Costa, foi incisivo ao acusar a empresa de desrespeitar
os trabalhadores. “Todo mundo está estagnado por baixo. Queremos que o
trabalhador seja reconhecido, tratado com respeito, e isso nós não vemos aqui”,
disparou.
Outra preocupação dos trabalhadores era com relação à PLR. O Sindicato defendia uma revisão no atingimento de metas para garantir o pagamento aos trabalhadores. “A empresa vinha promovendo descontos no valor inicialmente acordado por conta de uma auditoria que teria detectado alguns problemas de zelo. Mas conseguimos que eles cancelassem esses descontos e passassem a fazer a nova avaliação a partir de setembro”, explicou Eliseu.
Outra preocupação dos trabalhadores era com relação à PLR. O Sindicato defendia uma revisão no atingimento de metas para garantir o pagamento aos trabalhadores. “A empresa vinha promovendo descontos no valor inicialmente acordado por conta de uma auditoria que teria detectado alguns problemas de zelo. Mas conseguimos que eles cancelassem esses descontos e passassem a fazer a nova avaliação a partir de setembro”, explicou Eliseu.
O Sindicato aguarda
agora uma manifestação por parte da empresa para uma possível retomada de
negociações. “Qualquer proposta que venha a surgir, levaremos para apreciação
dos trabalhadores”, arrematou.
Fonte
CNTM
5 de junho de 2014
Bancos são condenados por tentarem impedir greve de trabalhadores
O Superior Tribunal do
Trabalho (TST) condenou oito bancos que tentaram impedir que os trabalhadores
entrassem em greve. Os bancos utilizaram ações judiciais conhecidas como interditos
proibitórios, mas na decisão o ministro Viera de Mello disse que “utilizar
ações judicias, partindo-se da presunção de abusos a serem cometidos pelos
grevistas, atenta contra os princípios concernentes ao direito de greve e configura
conduta antissindical”.
Leia na íntegra
Sétima Turma condena oito
bancos por utilizar ações judiciais para inviabilizar greve
A Sétima Turma do
Tribunal Superior do Trabalho condenou oito instituições financeiras a pagar
indenização por dano moral coletivo por abuso de direito na utilização de ações
judiciais (interditos proibitórios), com o objetivo de inviabilizar movimentos
grevistas em Belo Horizonte (MG). No caso, os bancos impetraram 21 ações, tendo
como base a defesa da posse dos estabelecimentos bancários durante as greves,
garantindo, assim, a liberdade de ir e vir aos empregados e clientes. A
indenização fixada é de R$ 50 mil por cada uma dessas ações, totalizando mais
de R$ 1 milhão, em favor do sindicato.
Foram condenados os
bancos ABN AMRO Real S.A., Santander Banespa S.A., Itaú S.A., União de Bancos
Brasileiros S.A. - UNIBANCO, Mercantil do Brasil S.A., Bradesco S.A., HSBC Bank
Brasil S.A. - Banco Múltiplo e Safra S.A.
O processo é uma ação
civil pública ajuizada pelo Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos
Bancários de Belo Horizonte e Região em 2006 e engloba ações impetradas pelas
instituições financeiras em 2005 e 2006. Para o ministro Vieira de Mello,
redator do acórdão, utilizar ações judicias, partindo-se da presunção de abusos
a serem cometidos pelos grevistas, atenta contra os princípios concernentes ao
direito de greve e configura conduta antissindical.
O Tribunal Regional do
Trabalho da 3ª Região (MG) havia mantido a decisão da primeira instância que
não acolheu o pedido de indenização do sindicato. De acordo com o TRT, embora
seja o direito de greve um instrumento legítimo de pressão, garantido pela
Constituição, os bancos, como todos, têm direito ao acesso à Justiça, inclusive
de modo preventivo. "Na hipótese, buscou-se garantir o pleno
exercício do direito de posse, o funcionamento do sistema financeiro, o
resguardo ao direito de clientes e usuários e o direito dos trabalhadores que
voluntariamente decidiram não aderir à greve", destacou o TRT.
No entanto, para Vieira
de Mello, ainda que os interditos proibitórios impetrados pelos réus tivessem
aspecto de regular exercício do direito pela obtenção da concessão de liminares
favoráveis, essas decisões não são capazes de transfigurar seu caráter
antissindical. "A intenção por trás da propositura dos interditos era
única e exclusivamente de fragilizar o movimento grevista e dificultar a
legítima persuasão por meio de piquetes", assinala.
Para o ministro, o
abuso de direito está configurado na pretensão de acionar "o aparato do
Estado para coibir o exercício de um direito fundamental, o direito dos
trabalhadores decidirem como, por que e onde realizar greve e persuadirem seus
companheiros a aderirem o movimento".
Portanto, utilizar de
ações judicias, na forma realizada pelos réus, em que se partiu da
"presunção de abusos a serem cometidos pelos grevistas", requisito
particular do instituto do interdito proibitório, atenta contra os princípios
concernentes ao direito de greve e configura ato antissindical.
(Augusto Fontenele/CF)
Fonte:
TST
16 de julho de 2013
Greve dos trabalhadores da Black & Decker termina em Uberaba
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| Trabalhadores aprovaram 9% de reajuste salarial e outros benefícios |
Os trabalhadores da empresa Black & Decker decidiram encerrar a greve depois de assembleia no último dia 12. A volta ao trabalho ocorreu após o fechamento do reajuste salarial em 9%, além da garantia de 3 meses de estabilidade. Os trabalhadores conquistaram ainda redução da jornada de trabalho para 43 horas semanais sem redução de salário e R$ 70 reais de bônus por assiduidade dentro do mês. Os três dias de paralisação serão compensados em 3 sábados.
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| Diretor da FEMETAL, Edgard, ao lado do presidente Reginaldo, conduziu as negociações |
Os trabalhadores entraram em greve espontaneamente sem o conhecimento do Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos de Uberaba, legítimo representante da categoria, e sem comunicação à empresa. O Sindicato estava conduzindo o processo de negociação salarial quando a paralisação foi deflagrada. Essa situação poderia ter “gerado demissão em massa e prejuízo à sociedade de Uberaba” de acordo com a presidente da Federação dos Trabalhadores Metalúrgicos de Minas Gerais (FEMETAL), Maria Rosângela Lopes.
“Os trabalhadores foram inflamados por pessoas de fora, contrárias ao movimento sindical, sem bandeiras e que queriam se apropriar de direitos” disse a presidente da FEMETAL que agiu rápido e em apoio ao companheiro Reginaldo, presidente do Sindicato de Uberaba, enviou o diretor da FEMETAL, Edgard Nunes da Silva, para acompanhar toda negociação. Os companheiros Luft e Douglas também participaram da mediação.
A greve ocorreu de forma pacífica e sem nenhum incidente durante todos os três dias. Os trabalhadores permaneceram no pátio da empresa e no fim não houve nenhum copo jogado ao chão demonstrando a seriedade dos trabalhadores.
A empresa ofereceu refeições aos trabalhadores no refeitório, água gelada no pátio e equipamento de som para os grevistas, além das instalações dos banheiros.
11 de julho de 2013
Trabalhadores da Black & Decker cruzam os braços em Uberaba
Os trabalhadores da
empresa Black & Decker, da cidade mineira de Uberaba, estão com os braços
cruzados desde a última quarta-feira (10). De acordo com informações do
Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos de Uberaba está prevista uma reunião
ainda para esta quinta-feira com a diretoria da empresa.
Os trabalhadores da
Black e Decker querem 10% de reajuste salarial, vale alimentação no valor de R$
100 e estabilidade de pelo menos 6 meses. A paralisação dos mais de 300
trabalhadores da empresa é por tempo indeterminado. A presidente da Federação
dos Trabalhadores Metalúrgicos de Minas Gerais (FEMETAL), Maria Rosângela
Lopes, está oferecendo todo o apoio aos trabalhadores da empresa. Diretores da
FEMETAL foram à Uberaba acompanhar as negociações.
A presidente que está nesta quinta-feira (11) participando do Dia Nacional de Lutas pode ir à Uberaba caso não ocorra avanços na negociação entre a empresa e os companheiros da Black & Decker.
8 de julho de 2013
Câmera Aberta fala sobre mobilizações das Centrais - 26/6/2013
O programa Câmara Aberta recebeu o presidente da CNTM, vice-presidente da Força Sindical e presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes, Miguel Torres, além do consultor sindical, João Guilherme, que falaram sobre as manifestações no Brasil, encontro com a presidente Dilma Rousseff e o Dia Nacional de Lutas, na próxima quinta-feira (11).
O jornalista João Franzin comandou a conversa ao vivo pela TV Aberta São Paulo.
O jornalista João Franzin comandou a conversa ao vivo pela TV Aberta São Paulo.
14 de maio de 2013
Portuários de Santos e Paranaguá entram greve
Também devem parar as
atividades o porto do Rio de Janeiro
Os trabalhadores
portuários vão parar suas atividades na tarde desta terça (14/05), a partir das
13h. A manifestação é em protesto porque, nas discussões da votação da MP dos
Portos, os governistas se recusam a incluir as mudanças que haviam sido negociadas
com os trabalhadores.
O movimento sindical
vem criticando a MP desde ela foi publicada, em dezembro de 2012, pela
presidente Dilma. No entender dos sindicalistas, a MP pode quebrar o sistema de
portos públicos do Brasil e precarizar as condições de trabalho nos portos.
“Fizemos dezenas de
manifestações, greves e até ocupamos um navio”, explica Paulinho da Força,
deputado federal. “O governo havia se comprometido com diversas mudanças
pedidas pelos trabalhadores e agora está voltando atrás", disse.
Fonte
Força Sindical
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