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22 de setembro de 2015

É o nosso momento

Na última semana 300 mulheres de 60 países diferentes participaram da Conferência Mundial da Mulher, em Viena, na Áustria. As participantes abordaram os problemas enfrentados pelas mulheres nos locais de trabalho e a maior representação nas organizações sindicais.

A convenção aprovou uma resolução que amplia de 30% para 40% a participação feminina na direção da IndustriALL e será levada para apreciação do congresso mundial da IndustriALL em 2016 que ocorre na cidade do Rio de Janeiro.

A aprovação da resolução em Viena já foi uma vitória para as mulheres que fazem parte do movimento sindical, mas ainda é preciso que busquemos a incorporação na constituição da IndustriALL.

Quem sabe faz a hora e a hora das mulheres é agora. O discurso que fiz na conferência foi para incentivar as mulheres de que é possível a paridade que tanto queremos na sociedade e também nos movimentos sindicais.

No meu caso, a Federação dos Metalúrgicos de Minas Gerais possuiu uma presidente mulher depois de 70 anos e teremos que esperar outros 70 para isso voltar a ocorrer? Vamos ter que esperar por 20, 30 ou 40 anos para efetivamente assumirmos postos de dirigentes?

Por isso, a nossa hora é agora. O primeiro passo já foi dado na Conferência Mundial quando as companheiras levantaram não uma, mas duas mãos. Agora, temos que permanecer com esse mesmo objetivo até 2016 no Rio de Janeiro para confirmar as alterações no Estatuto da IndustriALL que vão aumentar a representatividade feminina.

Maria Rosângela Lopes 
Presidente do SINDVAS

20 de novembro de 2014

Consciência negra, consciência humana

"Eu me orgulho de ser negra, nunca cogitei que pudesse ser de outra cor. Temos que lutar pela igualdade de fato. O dia da consciência negra tem que, na verdade, ser o dia da consciência humana porque nós negros sabemos quem somos e a origem da nossa raça.

Os fatos que ocorreram neste ano de 2014, dentro dos campos de futebol, deram origem a várias discussões sobre o preconceito no nosso país, mas por outro lado, foram banalizados em redes sociais onde se replicaram mais rápido do que o diálogo sobre como a sociedade brasileira pode caminhar para a igualdade racial de fato.

As atitudes preconceituosas ocorrem, não só no futebol, mas em todos os locais e relações, a rotina é o que assusta e causa tristeza. As políticas afirmativas têm sido colocadas pelos governos porém os resultados não aparecem, exemplo são que se morrem muito mais jovens negros por crimes violentos do que de outras etnias. Essa realidade tem que ser alterada e é por isso que a luta de Zumbi dos Palmares reverbera ainda hoje.

A voz da população negra brasileira precisa ser ouvida e nós como mulheres temos feito isso. A Marcha das Mulheres Negras, programada para 2015, vai levar para a rua o nosso grito de igualdade e de não retrocesso. Os brasileiros precisam olhar para trás, ver a nossa história e compreender que a raça negra foi e é fundamental para a nossa brasilidade".


Maria Rosângela Lopes

Presidente do SINDVAS e da FEMETAL/MG

13 de outubro de 2014

Outubro Rosa, mês de saúde da mulher

Ações diversas ocorrem em todo o mundo no mês de julho para chamar atenção para a prevenção ao câncer de mama. A doença é o tipo de câncer mais comum entre as mulheres, respondendo por 22% de novos casos a cada ano.

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), a mortalidade de câncer no Brasil é elevada, muito provavelmente porque a doença ainda é diagnosticada em estádios avançados.

O movimento popular Outubro Rosa, que começou nos Estados Unidos, tem o objetivo de chamar a atenção para a prevenção do câncer de mama e incentivar as mulheres a fazerem a mamografia, exame que detecta a doença.

Uma vez que diversas instituições promovem ações no mês de outubro também é importante que a saúde da mulher como um todo seja lembrada.

As empresas nesse sentido podem promover a saúde entre suas funcionárias que passam boa parte do dia dentro do local de trabalho. A realização de pequenas e rápidas palestras, ações de comunicação para a prevenção, incentivar o autoexame e a mamografia são modos alertar as trabalhadoras para cuidarem sempre da saúde.


O SINDVAS no artigo 22° da Convenção Coletiva de Trabalho recomenda que as empresas “por ocasião dos exames periódicos de saúde, incluam exames e testes de prevenção de câncer ginecológico”. Assim, o Sindicato orienta as trabalhadoras para que não deixe passar esse direito e busquem a prevenção. 

11 de junho de 2014

Dia Mundial de Combate ao Trabalho Infantil

O Dia Mundial de Combate ao Trabalho Infantil é lembrado neste dia 12 de junho, mas as mobilizações em torno da causa foram antecipadas para o dia 11 devido à abertura do mundial de futebol no Brasil. Em um artigo publicado no jornal Zero Hora, de Porto Alegre, no último dia 4, a juíza Andréa Saint Pastous Nocchi escreveu que quando o Brasil entrar em campo “já estará perdendo de goleada. Nesse jogo, o adversário é de difícil marcação. Sua força está em roubar infâncias, alegrias e as chances de educação de milhares de crianças. O trabalho infantil tem sido um rival, até aqui, vencedor. Inviabiliza um futuro de vitórias, causando perdas de vidas e de saúde de crianças e adolescentes”.

O trabalho infantil é lamentável e sintoma de uma sociedade que não valoriza a infância e o período de aprendizagem das crianças e adolescentes. Nessa fase da vida, eles deveriam receber apoio e condições de estudo, descoberta de aptidões e crescimento.

Mas, ao contrário ainda são milhares as crianças que têm que trabalhar para ajudar no sustendo da casa, algumas simplesmente forçadas ao trabalho.

As políticas públicas precisam dar ao tema o valor que lhe é merecido e criar mecanismo que não somente ofereça ensino, mas qualidade de aprendizagem as crianças. Os empresários também precisam estar conscientes que seus ‘colaboradores’ têm filhos e assim desenvolver programas ou mesmo ações sociais de proteção às crianças.

O SINDVAS, em Santa Rita do Sapucaí, constantemente recebe queixas de pais e mães que não conseguem vagas em creches públicas para deixarem os filhos enquanto estão nos empregos. Outras situações apontam que crianças ficam em casa cuidando de irmãos menores para que os pais possam conseguir ir para a empresa. Isso também não é um trabalho infantil?

Por isso, nesse Dia Mundial de Combate ao Trabalho Infantil é preciso conclamar os poderes públicos e privados para as responsabilidades de oferecer oportunidades ao desenvolvimento para as crianças.


Maria Rosângela Lopes
Presidente SINDVAS
Presidente FEMETAL/MG



20 de março de 2014

Palavra da Presidente - Discriminação Racial



Dia Internacional de Luta Contra a Discriminação Racial


O 21 de março é um dia muito especial, não só para os negros, como para todas as minorias raciais do Brasil e do mundo. 


A ONU o instituiu, em 1976, como o Dia Internacional contra a Discriminação Racial, em referência ao Massacre de Sharpeville, em Joanesburgo, na África do Sul. Neste dia, no ano de 1960, 69 pessoas morreram e 186 ficaram feridas, atingidas pela polícia do regime do apartheid. Um protesto pacífico que se transformou em um massacre. 

Desde então, o 21 de Março passou a ser uma data para alertarmos à sociedade que lutar contra o racismo e promover a igualdade racial é tarefa cotidiana, não somente através de denúncias, mas também atuando junto aos poderes políticos e econômicos para reverter o atual quadro de segregação racial. 

No Brasil, apesar da população negra ser maioria, o acesso a melhores condições de vida ainda lhe são negados. Negros são mais assassinados que brancos, seus salários também são inferiores aos dos brancos e ainda convivem com maiores índices de desemprego. O acesso à educação é vergonhoso, a ponto de o governo instituir cotas raciais em universidades para garantir o acesso das minorias. Ora, se a educação primária chegasse a todos e democraticamente, não haveria necessidade de cotas. 

Politicamente, os negros ainda não possuem representatividade em quantidade condizente com seu peso social, e muitas de suas conquistas se devem aos movimentos sociais organizados. 

No ultimo dia 12 foi aprovada pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania a Proposta de Emenda à Constituição (PEC 2/2003), que prevê a redução das desigualdades raciais, permitindo o uso do Fundo de Combate e Erradicação da Pobreza em ações de superação das desigualdades sociais. Segundo a proposta, vários estudos mostram que as desigualdades raciais vitimam brasileiros afrodescendentes e, apesar disso, o combate a esse tipo de desigualdade não está na Constituição. 

Isso porquê já existe a Lei 12.288/2010, que garante aos negros a igualdade de oportunidades, a defesa dos direitos étnicos individuais e coletivos e o combate à discriminação e outras formas de intolerância étnica. 

Apesar das leis existirem, o preconceito ainda é forte.
E tão forte como o preconceito é a dificuldade de ver tais leis realmente sendo aplicadas. 

Por Maria Rosângela Lopes, Presidente do Sindvas.

7 de março de 2014

Palavra da Presidente - Dia Internacional da Mulher



Dia Internacional da Mulher

"O Dia da Mulher é lembrado em 8 de março porque nesta data operárias em Nova York morreram  quando reivindicavam seus direitos. Esse triste episódio do ano de 1857 ficou marcado na história pela forma brutal como as operárias foram mortas, incendiadas após as portas da fábrica serem trancadas.

As vozes das operárias de 1857 ainda ecoam nas mulheres que são oprimidas pelo capital, pela sociedade e até mesmo pelos próprios companheiros e familiares mais próximos. A violência contra as mulheres persiste por mais que leis tenham sido criadas, as mulheres recebem salários menores e no senso comum ainda há espaço para o machismo.

O movimento sindical busca a igualdade de gêneros e condições de trabalho adequadas às mulheres. Esses itens também estão nas discussões do SINDVAS com as empresas de Santa Rita do Sapucaí, Cachoeira de Minas e Conceição dos Ouros.

Valorizar as mulheres não só no ambiente de trabalho, mas na sociedade e nas famílias é valorizar a vida."

Por Maria Rosângela Lopes, Presidente do Sindvas 

19 de setembro de 2013

Editorial Sindvas - Campanha Salarial 2013


Editorial - Palavra da Presidente





"A negociação salarial dos metalúrgicos já começou em todo o Brasil e mais uma vez ouvimos a palavra ‘crise’. 

As consequências dessa tão falada turbulência têm sido discurso recorrente da patronal entre ano e sai ano. As reuniões não começam sem antes uma demonstração de que o ano não está bom, as vendas não vão bem e os gastos são altos, tudo isso na tentativa de comprovar que a crise é real.

Os trabalhadores convivem há muito tempo com essa crise que os patrões dizem existir. 

A crise do trabalhador começa logo que ele nasce em um hospital público superlotado e carente de recursos para o bom atendimento. Os filhos dos trabalhadores aprendem que nem sempre é possível ir ao supermercado e encher o carrinho de compras. 

O trabalhador entende de economia?

Sim, e mais, faz malabarismos com o salário enquanto empresários se perdem nas próprias pernas bradando aos quatros cantos que a ‘crise’ fez o faturamento cair e defendendo ações que ferem o direto do trabalhador.

O movimento sindical não vai aceitar retrocessos de direitos trabalhistas para que os patrões lucrem ainda mais sobre a força trabalhadora desse país. Pelo contrário, vamos ainda mais lutar pelas mudanças que queremos e que tragam decência ao trabalhador.

A nossa pauta de 40 horas semanais é mais atual do que nunca para proporcionar maior qualidade de vida ao trabalhador e geração de riquezas. 

Também continuamos a nossa busca pela igualdade racial e de gênero entre os trabalhadores com ações afirmativas locais, nacionais e globais, além da liberdade de expressão e democracia social. 

As questões que envolvem os trabalhadores brasileiros são muitas, mas ficamos somente ouvindo falar que a culpa é da ‘crise’. Nós vamos para a luta reverter o jogo. Nosso povo já demonstrou que tem força. A nossa própria central é Força para combater crises.  Portando, não  vamos aceitar discursos do primo rico dizendo que é pobre."

Maria Rosângela Lopes

Presidente do SINDVAS - Sindicato dos Trabalhadores do Vale do Sapucaí e da FEMETAL - Federação dos Metalúrgicos de Minas Gerais