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20 de novembro de 2015

20 de novembro de 2013

Dia da Consciência Negra - Viva Zumbí



Um retrato da atualidade! 

O racismo e a desigualdade presentes em nossas vidas. 
A elite tentando manter o status quo.
Trailer do documentário Raça, de Joel Zito Araujo e Megan Mylan. Vale a pena ver o filme.








Um ideal para o futuro.

Um mundo onde todos temos as mesmas oportunidades, sem discriminação de raça, credo ou qualquer outra forma de violência contra o ser humano.
Um ideal muito bem representado pela música Satchita.

20/11 - Dia da Consciência Negra


Dia da Consciência Negra

A feijoada é nossa


Difícil encontrar no Brasil alguém que não goste de uma feijoada bem feita. Qual é a boca que não se enche de água quando à mente vem esse prato servido em uma reunião familiar, um encontro com amigos, uma festa do bairro ou até mesmo no cardápio das empresas?
Um pouco de feijão preto, miudezas de porco, pedacinhos de carne e temperos fortes misturados em um caldeirão sobre chamas que resultam em uma espessa nuvem de cheiros e sabores incendiando os que se sentam a mesa.
Realmente, quem não gosta de feijoada? Mas, por outro lado quem conhece as histórias por trás desse prato?
A feijoada foi inventada por escravos, dizem. É verdade. Os ingredientes resultavam dos restos que os senhores não mais utilizavam nos banquetes diários. Mas, e as histórias por trás disso.
Quem era a mulher que recolhia dos alimentos? De qual país veio? Quem era o homem que plantava o feijão? Ele acompanhou o crescimento dos filhos? Será que eram pessoas importantes antes de serem escravizados? Onde dormiam? Viram o nascimento de seus netos?
A resposta a essas questões é o tempero histórico que os brasileiros de hoje não conseguem discernir ao provar essa iguaria da nossa culinária.
A feijoada é nossa. A feijoada é a história do Brasil. A feijoada é dos brasileiros brancos, negros, indígenas, amarelos, pardos, mulatos.
A consciência negra é para todos!


Maria Rosângela Lopes
Secretaria de Assuntos Raciais da Força Sindical
Presidente do Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos do Vale do Sapucaí
Presidente da Federação dos Trabalhadores Metalúrgicos de Minas Gerais

13 de novembro de 2013

Média salarial de negros é 36% menor, aponta Dieese


Os negros representam 48,2% dos trabalhadores nas regiões metropolitanas. Mas, mesmo assim, a média de seu salário chega a ser 36,1% menor do que a de não negros. As diferenças salariais recebem pouca influência da região analisada, das horas trabalhadas ou do setor de atividade econômica, o que significa que os negros efetivamente recebem menos do que os brancos. As informações são do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e foram divulgadas hoje (13).

A pesquisa, realizada entre 2011 e 2012 nas regiões metropolitanas de Belo Horizonte, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Salvador e São Paulo, além do Distrito Federal, aponta desproporção também em relação à formação educacional.

Dos negros trabalhadores, 27,3% não haviam concluído o ensino fundamental (que vai do 1º ao 9° ano) e apenas 11,8% conquistaram o diploma de ensino superior, ao passo que entre os não negros em atividade 17,8% não terminaram o ensino fundamental e 23,4% formaram-se em uma faculdade. E, segundo o Dieese, esse cenário se reflete nos ganhos salariais.

Ainda de acordo com o Dieese, um trabalhador negro com nível superior completo recebe na indústria da transformação, em média, R$ 17,39 por hora, enquanto um não negro chega a receber R$ 29,03 por hora. Isso pode ser explicado porque “o avanço escolar beneficia a todos promovendo o aumento dos ganhos do trabalho, mas de maneira mais expressiva para os não negros”.


Fonte Agência Brasil