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8 de agosto de 2014

Patrão parte para agressão e destrói carro de sindicato


Os proprietários de uma cerâmica localizada no Distrito Industrial de Catalão/GO (DIMIC) se exaltaram na manhã de hoje durante uma assembleia. Os trabalhadores reivindicavam melhorias nas condições de trabalho e o pagamento dos salários sem atrasos. Os trabalhadores da Cerâmica são representados pelo Sindicato da Construção Civil (Sintracom), mas durante a assembleia de hoje contavam com o apoio do Sindicato dos Metalúrgicos de Catalão (SIMECAT).

Os proprietários da Cerâmica, que são pai e filho, reagiram às cobranças dos trabalhadores com extrema violência. Um dos empresários agrediu fisicamente um assessor do SIMECAT. Em seguida, o veículo do Sintracom, um Fiat Doblò que carregava os equipamentos de som, também foi esmagado por uma pá carregadeira conduzida por um dos empresários. “Nossa luta com essa empresa é grande, muitos problemas são encontrados lá.  Os trabalhadores só querem o que é de direito. Nada justifica o que eles fizeram. Graças a Deus pelo menos ninguém ficou ferido”, desabafa o presidente do Sintracom, Leandro Borges.

Os trabalhadores alegam frequentes atrasos de pagamento dos salários e do convênio médico e problemas com alimentação e vale-transporte. Eles também apontam irregularidades com o registro de ponto e exposição sem proteção a ambientes que causam danos à saúde. “A situação é crítica. Quase perdi até o lugar de morar. Meu aluguel vive atrasado porque eles não pagam em dia”, afirma um trabalhador.


Segundo Leandro Borges, todas as medidas cabíveis serão tomadas, em relação às questões trabalhistas e também sobre o incidente de hoje. No momento, os empresários, trabalhadores e dirigentes sindicais prestam depoimento na Delegacia de Polícia Civil de Catalão.

27 de janeiro de 2014

Ato Sindical Unitário ‘Unidos, Jamais Vencidos’

O próximo dia 1° de fevereiro é de lembrança e de homenagens aos companheiros que foram perseguidos, torturados e mortos durante o período da ditadura militar que se instalou no país em 1964. O Ato Sindical ‘Unidos, Jamais Vencidos’ é realizado por 10 Centrais Sindicais à partir das 13h no teatro Cacilda Becker, na cidade de São Bernardo do Campo.

Mais de 400 trabalhadores e sindicalistas perseguidos pela ditadura serão homenageados. O Ato integra ações do Coletivo Sindical do Grupo de Trabalho ‘Ditadura e Repressão aos Trabalhadores e ao Movimento Sindical’ da Comissão Nacional da Verdade (CNV).

O Grupo de Trabalho apura as violações dos direitos humanos de trabalhadores e incide sobre 11 temas:

1. Levantamento dos sindicatos que sofreram invasão e intervenção no golpe e após o golpe;
2. Investigação de quantos e quais dirigentes sindicais foram cassados pela ditadura militar;
3. Quais e quantos dirigentes sindicais sofreram prisão imediata ao golpe;
4. Levantamento da destruição do patrimônio documental e físico das entidades sindicais;
5. Investigação sobre prisões, tortura e assassinatos de dirigentes e militantes sindicais urbanos e rurais;
6. Vinculação das empresas com a repressão;
7. Relação do serviço de segurança das empresas estatais e privadas com a repressão e atuação das forças armadas;
8. Legislação antissocial e antitrabalhadores (lei de greve, lei do arrocho salarial, lei do fim da estabilidade no emprego, entre outras);
9. Levantamento da repressão às greves;
10. Tratamento dado a mulher trabalhadora durante a repressão;
11. Levantamento dos prejuízos causados aos trabalhadores e suas entidades pelo regime militar para reparação moral, política e material.




14 de janeiro de 2014

Trabalhadores perseguidos pela ditadura serão homenageados

As Centrais Sindicais realizam, no próximo dia 1° de fevereiro, o Ato Sindical Unitario “Unidos, Jamais Vencidos”, na cidade de São Bernardo do Campo (SP). O objetivo é homenagear os trabalhadores e sindicalistas que sofreram perseguição e repressão do regime militar e das empresas no período da ditadura.

O Ato de iniciativa do Coletivo Sindical do Grupo de Trabalho ‘Ditadura e Repressão aos Trabalhadores e ao Movimento Sindical’, da Comissão Nacional da Verdade, ocorre às 13h no Teatro Cacilda Becker, no centro da cidade.

Perseguição


Trabalhadores e o movimento sindical foram alvos do regime militar. Sindicatos sofreram intervenções e trabalhadores foram perseguidos, ameaçados, presos, torturados e, inclusive, assassinados. Na região do ABC, diversos sindicatos, sindicalistas e trabalhadores sofreram com a repressão.

3 de julho de 2013

Encontro com ativista Danny Glover foi produtivo para presidente do SINDVAS

O ator e ativista pelos direitos civis, Danny Glover, foi recebido na última segunda-feira (1) na sede da Força Sindical, em São Paulo. Com ele estava uma comitiva com trabalhadores da Nissin do estado de Mississipi-EUA e da UAW (United Auto Workers- sindicato metalúrgico internacional do setor automotivo dos EUA).  A presidente do SINDVAS, Maria Rosângela Lopes, participou das discussões ao lado do presidente da CNTM, Miguel Torres, e do presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, e de outros companheiros. Entre os assuntos abordados as práticas antissindicais dentro da Nissan de Mississipi e a violação de direitos dos trabalhadores.

Para a Maria Rosângela Lopes, o encontro proporcionou um passo positivo para a criação de políticas afirmativas com integração global. “No caso de Nissan ao pensar em trabalho descente temos que integrar tanto as causas dos trabalhadores de Mississipi com os dos nossos trabalhadores. Hoje, o tratamento do trabalhador da Nissan aqui no Brasil é 2.000 vezes melhor que lá”, comentou a presidente quando se referiu ao controle autoritário que a empresa exerce nos trabalhadores americanos e a total repressão que líderes sindicais sofrem a ponto de ser “impedidos de se organizar”.

A positividade do encontro onde foram relatas a situação dos trabalhadores da Nissan está no fato de que “agora são de conhecimento de todos e de na hora de comprar um produto da empresa iremos pensar bem” completou a presidente.


A presidente ressaltou ainda o caráter democrático da Central Força Sindical ao realizar o evento que tratou também de direitos das pessoas afrodescendentes o que foi elogiado pelo ativista Danny Glover que percebeu que a Força abre espaço para a discussão e tem “companheiros de diversas etnias como diretores”.

9 de abril de 2013

NOTA OFICIAL/ Força Sindical: Ação repressiva do governo não vai calar o movimento sindical


O movimento sindical não vai se calar diante da ação repressiva do governo federal, que aparelhou a Abin (Agência Brasileira de Inteligência) para espionar, intimidar e controlar os trabalhadores e suas lideranças.

Nesta terça (09/04), o presidente da Força Sindical, deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, apresentou requerimento, assinado por diversos deputados, à Comissão de Trabalho da Câmara dos Deputados, convocando as gerências do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) e da Abin para explicar o monitoramento dos sindicatos no Brasil.

A Central Sindical também irá formalizar na OIT (Organização Internacional do Trabalho) reclamação contra o governo brasileiro pelo não cumprimento da Convenção nº 87, da qual o Brasil é signatário, que traz à baila os princípios da liberdade sindical, consagrando-a nas formas individual e coletiva.

Ressaltamos o bom jornalismo praticado pelo jornal “O Estado de S. Paulo”, que trouxe à luz a estranha e obscura movimentação de setores de informação do governo, funcionando a serviço de uma ideologia e querendo calar, por meio de métodos nada republicanos, as críticas.

É inaceitável que um governo, que tem entre seus membros pessoas que foram perseguidas durante o regime militar, utilize métodos de repressão para intimidar os legítimos representantes da classe trabalhadora.

Aproveitamos a oportunidade para alertar a sociedade brasileira sobre as tentativas da volta de métodos orquestrados por órgãos repressivos que buscam controlar os movimentos sociais.


Direção Nacional da Força Sindical

Sindicalistas da Indonésia estão presos por lutar contra trabalho precário



A FPE-SBSI (Federación de Minería y Energía-Sindicato Indonesio de la Prosperidad), entidade filiada à IndustriALL Global Union, tem feito campanha pelos direitos dos trabalhadores subcontratados nas empresas estatais de minério e energia PLN e Pertamina, que, como represália, tem demitido e encarcerando vários trabalhadores.


Fonte CNTM/IndustriALL