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14 de junho de 2016

Setor de autopeças prevê 7.500 cortes de vagas neste ano

O setor de autopeças prevê fechar o ano de 2016 com 7.500 postos de trabalho a menos no país, de acordo com relatório do Sindipeças (Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores).

Com isso, as empresas chegarão ao fim deste ano com 164 mil funcionários, 4,4% a menos do que em 2015, quando havia 171,5 mil profissionais contratados.

O relatório é otimista sobre o resultado de 2017, quando são previstas ao menos 400 contratações.

Os dados são bem tímidos para um setor que, em 2014, empregava quase 200 mil profissionais.



Agora SP

6 de junho de 2016

Produção de montadoras de veículos tem pior maio em 12 anos

A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) divulgou levantamento, nesta segunda-feira (6), que aponta para o pior mês de maio dos últimos 12 anos na produção das montadoras. A queda é de 18% em relação ao mês de maio de 2015.

Em maio de 2015, saíram das montadoras 175,3 mil unidades entre carros de passeio, utilitários leves, caminhões e ônibus. Desde o início do ano, foram 73,1 mil veículos, queda de 24,3 %na comparação com 2015.

Trabalho

As montadoras fecharam 1,36 mil postos de trabalho no mês de maio. 

19 de maio de 2016

Pela Região

Plascar deve demitir 150 funcionários de fábrica em Varginha

Funcionários da fabricante de peças automotivas Plascar e representantes do Sindicato das Indústrias Químicas e Farmacêuticas se reuniram com diretores empresa nesta quarta-feira (18) em Varginha (MG). Por causa da crise da indústria automotiva, os trabalhadores dizem que a fábrica deve demitir 150 pessoas no município.

Na reunião, que durou cerca de 30 minutos, os grupos definiram as condições do corte. Segundo os funcionários, ficou definido na assembleia que 150 trabalhadores serão demitidos e que os benefícios, como plano de saúde e vale alimentação serão mantidos.

Ainda conforme os funcionários, a empresa justificou que a demissão em massa é consequência da atual crise econômica que o país vive. O corte, segundo eles, é resultado da queda na produção da fábrica. Nos últimos dois anos, a Plascar teria perdido dois clientes importantes e, essa semana, a situação piorou depois que a Fiat suspendeu a produção por tempo indeterminado.

A Plascar está em Varginha há mais de 50 anos. A empresa tem 850 funcionários e trabalha com a fabricação de peças e acessórios para o setor automobilístico e também de móveis. A lista dos demitidos deve sair nesta quinta-feira (19).



G1

27 de outubro de 2015

VW e Mercedes respondem por 83% do programa do governo que corta salários

As montadoras Volkswagen e Mercedes-Benz representam 83% do total de trabalhadores que tiveram suas jornadas e salários reduzidos temporariamente pelo PPE (Programa de Proteção ao Emprego), segundo o Ministério do Trabalho.

Até agora, 23.916 trabalhadores de 14 empresas aderiram ao programa. Desse total, 19.951 são só da VW (10.987) e da Mercedes (8.964), segundo o balanço do Ministério. O setor de carros é um dos que mais sofrem com a crise econômica.

O programa foi criado pelo governo federal para tentar conter demissões. Permite que as empresas diminuam temporariamente em até 30% a jornada de trabalho e também em 30% o salário. O governo banca metade desse valor reduzido.

O total de 23.916 trabalhadores representa quase metade dos 50 mil previstos pelo governo quando o programa foi lançado, em julho deste ano. O número de 50 mil era só uma estimativa e pode ser superado.

Setor automobilístico lidera adesões
O setor automobilístico é o que mais tem empresas no programa, seis, e 21.528 trabalhadores no total. A indústria é uma das mais afetadas pela crise. Segundo a Anfavea, associação que representa o setor, a produção deste ano deve cair 23,2% e ficar próxima ao mesmo nível de 2006.


Também afetado pela crise, o setor de metalurgia vem na segunda posição em adesões ao PPE, com cinco empresas e 1.993 trabalhadores. Há ainda empresas de equipamentos para cerâmica, de telecomunicação e têxtil. Completando os setores afetados pelo PPE até agora, a empresa Fernandez Mera pediu inclusão de suas divisões imobiliária e financeira.

O número de empresas e trabalhadores no programa ainda deve aumentar. No total, 37 empresas já fizeram pedidos, incluindo as que já conseguiram a adesão.

UOL

8 de junho de 2015

Produção de veículos no Brasil retorna ao nível de 2005, diz Anfavea

A produção de veículos no Brasil caiu 25,3% em maio, na comparação com o mesmo mês de 2014, segundo números divulgados pela associação de fabricantes (Anfavea) nesta segunda-feira (8).
Foram montadas 210,1 mil unidades, entre automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus. Em abril, o montante chegou a 217,6 mil, o que resulta em uma queda de 3,4%.

"Com este nível de produção retornamos ao ano de 2005, com um destaque extremamente negativo, a produção de caminhões, que retorna a maio de 1999. Já conferi este número 3 vezes", afirma Luiz Moan, presidente da Anfavea.

Em maio de 2005, a produção de veículos estava em 207.369 unidades, enquanto a de caminhões, em 1999, era de 4.754 unidades.

"Nós tivemos um mês de maio com vendas bastante aquém das nossas previsões", acrescenta Moan.

Acumulado tem baixa de 19,1%
De janeiro a maio, o setor apresenta um encolhimento de 19,1%, com 1,09 milhão de unidades produzidas, ante 1,35 milhão no mesmo período do ano passado.

O recuo na produção foi mais sentido entre caminhões, com volume 51,4% menor que em 2014 e apenas 6.169 unidades. Já as fábricas de ônibus reduziram o ritmo em 31,6%, para 2.319 chassis montados.

Os números acompanham a queda de 27,5% nos licenciamentos de veículos em relação a maio de 2014 e de 3% sobre abril. Foram emplacadas 212,7 mil unidades no mês passado. A queda no acumulado do ano é de 20,9%, segundo dados do Denatran.

25 mil trabalhadores em casa
O emprego também é afetado pela crise nas vendas. Em maio de 2014, 152,3 mil pessoas trabalhavam na indústria. Depois de 1 ano, o montante caiu para 138,2 mil – uma queda de 9,2%.

Além das demissões, atualmente cerca de 25 mil empregados ligados a montadoras estão de férias coletivas, com suspensão de contratos de trabalho (lay-off) ou de licença remunerada.

"Temos, sem dúvida nenhuma, um excedente de pessoal nas nossas fábricas. O nível de emprego é equivalente ao de 2010 e 2011, enquanto o nível de produção é de 2006 e 2007. No entanto, nenhuma das nossas empresas gostaria de perder mão de obra qualificada, que é fruto de investimentos, por isto vem buscando todos os mecanismos possíveis para manter os empregos", afirmou Moan.

Exportações em alta
As exportações registraram o único sinal de retomada para a indústria. Foram 40,7 mil unidades em maio, o que representa uma alta de 41,7% sobre abril e de 16,5% ante maio de 2014. "É um valor que não atendíamos desde o final de 2013", afirmou Moan.

Recentemente, o governo brasileiro renovou o acordo automotivo com o México, o que ajudou a levantar os números. Além disso, Moan apontou a desvalorização do real e o crescimento do mercado interno mexicano como fatores importantes no processo.

Previsões revistas
A Anfavea manteve as previsões para exportações, mas revisou a expectativa para produção e vendas em 2015. Agora a estimativa é de queda de 20,6% nos licenciamentos de automóveis e de 17,8% na produção nacional.
"Temos claramente um ajuste fiscal que ainda não foi concluído, o que impacta bastante a confiança do investidor e do consumidor. Por isto, decidimos fazer essas revisões das previsões", explicou Moan.


G1


9 de abril de 2015

Produção de veículos supera 250 mil em março

A produção de veículos montados em março de 2015 foi de 253.622 unidades, de acordo com dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (ANFAVEA). A informação está no boletim de desempenho do setor automotivo em março e divulgado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE).

O montante de produção divulgada pela ANFAVEA representa um aumento de 22,9% em comparação com o mês anterior.  
Se a comparação for como mês de março de 2014 ocorre recuo de 7% na produção e no acumulado desde ano frente ao do ano anterior, a queda é de 16,2%.

Veículos leves
A produção de veículos leves em março apresentou aumento de 24,4% se comparado com o mês de fevereiro. Em relação do mês de março de 2014 houve queda de 4,6%.  A produção diminuiu 14,3% se comparação for entre o acumulado desde ano com o anterior.
Caminhões
Foram produzidas 7.374 unidades no mês de março que representa queda de 5,3% sobre o mês anterior. Em comparação ao ano anterior, a queda é de 46,7% e no acumulado de 2015 em relação do último ano a queda é de 49,3%.
Ônibus
A produção de ônibus reduziu 2,9% em comparação ao mês anterior, sobre o mês de março de 2014 houve queda de 24,7%.  A produção apresenta queda de 17,7% na comparação do acumulado deste ano com o do último.
Máquinas agrícolas automotrizes
A produção total de máquinas agrícolas automotrizes em março foi de 6.004 unidades, aumento de 23,5% em relação ao mês anterior. No comparativo com o mesmo mês do ano anterior houve diminuição de 14%.  No acumulado do ano de 2015 frente ao mesmo período do ano anterior a produção reduziu 22,1%.
Emprego no setor automotivo

O número de trabalhadores do setor em março foi de 140.851 mil trabalhadores, isso significa redução de 1466 postos em relação ao mês anterior. Na comparação entre março deste ano com o mesmo período do ano anterior o emprego apresentou queda de 9,4%.