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27 de janeiro de 2014

Presidente do SINDVAS debate questões raciais no mundo do trabalho

Foto CNTM- Val Gomes
A presidente do SINDVAS, Maria Rosângela Lopes, participou durante a última semana do Fórum Social Temático que ocorreu, na cidade de Porto Alegre, entre os dias 21 e 26 de janeiro, e reuniu companheiros de várias partes do país.

A programação do Fórum contemplou oficinas de diversos temas e entre elas a Oficina Temática sobre Questões Raciais realizada no último domingo (26). Os trabalhos foram conduzidos pelo representante do Instituo Internacional do Racismo (Inspir) e pela Secretaria de Promoção e Igualdade Social da Força Sindical.

A presidente do SINDVAS participou das discussões do tema, que é um dos seus principais focos de ativismo dentro do mundo do trabalho, em busca de condições iguais entre os trabalhadores, independentemente da sua raça.


Homenagem


Maria Rosângela Lopes foi homenageada com Moção de Congratulações, no último mês de novembro pela Câmara de Vereadores, de Santa Rita do Sapucaí como representante da raça negra d município e pelo trabalho que desenvolve na cidade.

20 de novembro de 2013

Dia da Consciência Negra - Viva Zumbí



Um retrato da atualidade! 

O racismo e a desigualdade presentes em nossas vidas. 
A elite tentando manter o status quo.
Trailer do documentário Raça, de Joel Zito Araujo e Megan Mylan. Vale a pena ver o filme.








Um ideal para o futuro.

Um mundo onde todos temos as mesmas oportunidades, sem discriminação de raça, credo ou qualquer outra forma de violência contra o ser humano.
Um ideal muito bem representado pela música Satchita.

20/11 - Dia da Consciência Negra


Dia da Consciência Negra

A feijoada é nossa


Difícil encontrar no Brasil alguém que não goste de uma feijoada bem feita. Qual é a boca que não se enche de água quando à mente vem esse prato servido em uma reunião familiar, um encontro com amigos, uma festa do bairro ou até mesmo no cardápio das empresas?
Um pouco de feijão preto, miudezas de porco, pedacinhos de carne e temperos fortes misturados em um caldeirão sobre chamas que resultam em uma espessa nuvem de cheiros e sabores incendiando os que se sentam a mesa.
Realmente, quem não gosta de feijoada? Mas, por outro lado quem conhece as histórias por trás desse prato?
A feijoada foi inventada por escravos, dizem. É verdade. Os ingredientes resultavam dos restos que os senhores não mais utilizavam nos banquetes diários. Mas, e as histórias por trás disso.
Quem era a mulher que recolhia dos alimentos? De qual país veio? Quem era o homem que plantava o feijão? Ele acompanhou o crescimento dos filhos? Será que eram pessoas importantes antes de serem escravizados? Onde dormiam? Viram o nascimento de seus netos?
A resposta a essas questões é o tempero histórico que os brasileiros de hoje não conseguem discernir ao provar essa iguaria da nossa culinária.
A feijoada é nossa. A feijoada é a história do Brasil. A feijoada é dos brasileiros brancos, negros, indígenas, amarelos, pardos, mulatos.
A consciência negra é para todos!


Maria Rosângela Lopes
Secretaria de Assuntos Raciais da Força Sindical
Presidente do Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos do Vale do Sapucaí
Presidente da Federação dos Trabalhadores Metalúrgicos de Minas Gerais

13 de novembro de 2013

Média salarial de negros é 36% menor, aponta Dieese


Os negros representam 48,2% dos trabalhadores nas regiões metropolitanas. Mas, mesmo assim, a média de seu salário chega a ser 36,1% menor do que a de não negros. As diferenças salariais recebem pouca influência da região analisada, das horas trabalhadas ou do setor de atividade econômica, o que significa que os negros efetivamente recebem menos do que os brancos. As informações são do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e foram divulgadas hoje (13).

A pesquisa, realizada entre 2011 e 2012 nas regiões metropolitanas de Belo Horizonte, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Salvador e São Paulo, além do Distrito Federal, aponta desproporção também em relação à formação educacional.

Dos negros trabalhadores, 27,3% não haviam concluído o ensino fundamental (que vai do 1º ao 9° ano) e apenas 11,8% conquistaram o diploma de ensino superior, ao passo que entre os não negros em atividade 17,8% não terminaram o ensino fundamental e 23,4% formaram-se em uma faculdade. E, segundo o Dieese, esse cenário se reflete nos ganhos salariais.

Ainda de acordo com o Dieese, um trabalhador negro com nível superior completo recebe na indústria da transformação, em média, R$ 17,39 por hora, enquanto um não negro chega a receber R$ 29,03 por hora. Isso pode ser explicado porque “o avanço escolar beneficia a todos promovendo o aumento dos ganhos do trabalho, mas de maneira mais expressiva para os não negros”.


Fonte Agência Brasil

20 de novembro de 2012

Dia da Consciência Negra



Reconhecimento

Os escravos negros do Brasil gritavam por liberdade no ano de 1888. Liberdade de poder decidir sobre os rumos das próprias vidas e liberdade de serem reconhecidos como povo com história, cultura e espaço na sociedade.

A liberdade veio com a Lei Áurea que aboliu a escravidão e não os negros. Esses passaram a viver marginalizados na sociedade da época.  Ainda hoje, os descendentes dos escravos brasileiros carregam marcas desse período de rejeição da minoria burguesa e também do governo.

Depois de 124 anos, apesar de todo o trabalho e abertura nos espaços públicos e instituições ainda é nítido que a questão do negro é reprimida no país. Não há resultado pleno de igualdade racial.  O negro, por vezes, tem que fingir para a sociedade que não está sendo discriminado.

Eu, como representante de uma categoria formada por maioria de homens, negra e mulher ainda tenho que reafirmar que somos capazes de desenvolver um trabalho igual ou tão bom como qualquer pessoa. 

O país não conseguiu criar mecanismos efetivos para acabar com a desigualdade racial.  Por isso, acredito que devemos fazer muito mais ações unificadas e estabelecer uma agenda que coloque esse tema como prioridade.

Na Secretária de Políticas Raciais e Étnicas da Força Sindical, da qual faço parte, participei de apenas dois eventos. Isso é pouco. É preciso que se fomentem discussões sobre a condição dos negros no Brasil e que valorizemos os personagens que conseguem destaque na sociedade.

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, tem que ser reconhecido como exemplo pela postura, ética e credibilidade com que conduz o seu trabalho.  A vereadora eleita em Santa Rita do Sapucaí, com apoio do Sindicato, Cibele, tem que ser reconhecida por ter colocado não só a questão dos negros como também a das mulheres na campanha eleitoral.

Por fim, nunca devemos nos esquecer de Zumbi dos Palmares que foi uma das primeiras vozes a gritar por nossa liberdade e nortear o pensamento de luta de todo um povo. A voz de Zumbi ecoa em cada negro que levanta a cabeça e se coloca como protagonista de sua história.


Maria Rosângela Lopes
Presidente do Sindvas