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20 de outubro de 2015

Dragão da inflação, desemprego e juros altos invade a Paulista


O protesto da Força Sindical e outras centrais contra os juros altos, realizado nesta terça, 20 de outubro, em frente ao Banco Central, na avenida Paulista, em São Paulo, contou com um dragão inflável, de treze metros de altura e três cabeças: Inflação, Desemprego e Juros Altos.

A manifestação ocorre no primeiro dia da reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), que decidirá, na quarta, 21 de outubro, como ficará a taxa básica de juros (Selic) nos próximos 45 dias.


Segundo Miguel Torres, presidente da CNTM e da Força Sindical, o dragão simboliza o descontrole da economia. "Estamos enfrentando o maior índice de desemprego dos últimos anos. Ou tomamos providência ou ficaremos em uma situação sem saída”. 

Força Sindical

15 de setembro de 2015

Diretores do sindicato participam de Seminário de Formação Sindical

Os diretores do SINDVAS, Luiz Fernando, Roberlei e Márcio participam do Seminário de Formação Sindical, em Belo Horizonte, nesta terça-feira (15) e quarta-feira (16). O seminário voltado para dirigentes sindicais é promovido pela Secretaria de Formação Sindical da CNTM em parceria com a Federação dos Metalúrgicos de Minas Gerais.


15 de julho de 2015

Reflexão: o papel da formação sindical





O Papel da Formação Sindical.
Por Antônio Augusto de Queiroz








O movimento sindical precisa urgentemente intensificar seus programas de formação para atrair novos militantes, construir novas lideranças, resgatar a consciência política, reforçar valores cívicos e éticos e, principalmente, dar continuidade à organização e à luta em defesa dos direitos e interesses dos trabalhadores.
A educação formal, a cargo das escolas, infelizmente, não tem instruído para a vida, mas apenas para o mercado. A lógica é toda da competição, do egoísmo, do individualismo. Conceitos como cidadania, solidariedade de classe, ajuda mútua e tolerância não frequentam o imaginário dessas novas gerações.
O programa governamental de educação profissional, cuja condução foi entregue ao sistema “S”, vinculado às entidades sindicais patronais, utiliza exclusivamente a pedagogia da competência. Ele ignora completamente a tomada de consciência de classe e dá ênfase à tese da empregabilidade e da culpabilidade do trabalhador por sua condição de desempregado.
Precisamos resgatar o conceito de cidadania, tanto pela educação formal ou profissional, quanto pelos programas de formação dos setores organizados. A cidadania traduz a ideia de participação e atuação em todos os aspectos políticos da sociedade, em especial na construção e usufruto de direitos. Isso pressupõe não apenas conhecimento sobre o Estado, suas instituições políticas e as leis, como também consciência de suas obrigações.
O movimento sindical, por meio dos programas de formação, pode abordar a cidadania em suas cinco dimensões e calibrar a importância que cada uma delas deve ter na vida das pessoas. São elas: a) eleitor, b) contribuinte, c) usuário de serviços públicos, d) consumidor, e e) trabalhador.
Como eleitor, o cidadão é o titular do poder. Quando vota, ele apenas delega para que alguém legisle, fiscalize, aloque recursos públicos ou administre em seu nome, mas com base num programa, com prestação de contas e alternância no poder. Sem esses pressupostos, o representante estará usurpando o poder do representado.
Em sua dimensão de contribuinte, o cidadão precisa ter consciência de que o tributo é uma necessidade do Estado e que precisa ser instituído e cobrado de forma justa, ou de modo proporcional à capacidade do contribuinte.
A justiça fiscal precisa estar presente tanto na tributação quanto na destinação dos tributos. No primeiro caso deve incidir menos sobre o consumo e o salário e mais sobre a renda, o lucro, o patrimônio, a herança e as grandes fortunas. No segundo, o produto da arrecadação deve ser aplicado obrigatoriamente em políticas sociais, serviços públicos de qualidade e no combate às desigualdades humanas, regionais e materiais.
Na dimensão de usuário de serviços públicos, o cidadão pode e deve cobrar dos governantes serviços suficientes e de qualidade nas áreas de educação, saúde, segurança e transporte. Para tanto, precisam fiscalizar para que os agentes públicos não desviem recursos públicos para beneficiar quem vive de renda nem para alimentar a corrupção.
Como consumidor, o cidadão precisa ter consciência da necessidade de preços justos, de um lado, e da importância da sustentabilidade, de outro. Assim, deve evitar consumir produtos de empresas que não respeitem o meio ambiente ou pratique trabalho degradante, entre outras formas condenáveis de exploração da atividade econômica e/ou da venda de bens e serviços.
Por fim, na dimensão de trabalhador, o cidadão precisa ter clareza de sua importância na formação da riqueza nacional. Deve exigir jornada decente, condições de trabalho adequadas e remuneração digna. A forma de fazê-lo é participando e valorizando sua entidade sindical e, na hipótese de ela não representá-lo adequadamente, fazer oposição e pressioná-la a mudar de posição ou disputar sua direção.
A despolitização presente na sociedade, alimentada pela imprensa e reproduzida de forma acrítica nas redes sociais, se não for enfrentada à altura, além de prejudicar o cidadão em suas variadas dimensões, irá fortalecer o mercado, que tem como metas exclusivas a competição e o lucro a qualquer custo.
A forma de enfrentar e evitar esse risco de retrocesso político e social é qualificando o militante para, com conhecimento, argumentos e conteúdo, mostrar que sem política não há solução para os problemas coletivos. E essa tarefa deve ser assumida com prioridade pelo movimento sindical, sob pena de perda de legitimidade e representatividade. Formar novos quadros para bem representar os trabalhadores, combater as forças conservadoras e neoliberais, e reduzir a ignorância política no País.
Antônio Augusto de Queiroz é jornalista, analista político, diretor de Documentação do Diap.