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17 de novembro de 2015

Presidente do SINDVAS participa de debate que antecipa a Marcha das Mulheres Negras


A presidente do SINDVAS, Maria Rosângela Lopes, está em Brasília para participara da Marcha das Mulheres Negras que ocorre nesta quarta-feira (18) na capital federal.  Uma série de debates antecipa a marcha e a presidente tem participado dessas discussões. Na segunda-feira (16) ocorreu o seminário “Mulheres Negras Trabalhadores e a Resolução 746 do Codefat”.


A resolução inclui estatísticas raciais no sistema de emprego brasileiro, um passo importante para uma formulação de políticas públicas para combater as desigualdades do país. 

6 de novembro de 2015

Preparativo para Marcha das Mulheres Negras


Ato Solene da Marcha das Mulheres Negras





CONVITE

Estão todas e todos convidados para o Ato Solene da Marcha das Mulheres Negras 2015 Contra o Racismo e a Violência e Pelo Bem Viver!
Dia 11/11/2015 - 19h00
Local: Auditório Paulo Kobayashi da Assembleia Legislativa de São Paulo - Avenida Pedro Álvares Cabral, 201, andar monumental, Ibirapuera, São Paulo/SP - CEP 04097-900
Realização
Núcleo Impulsor do Estado de São Paulo
Apoio: Deputada Estadual Leci Brandão e Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo

5 de novembro de 2015

Leia o Manifesto da Marcha das Mulheres Negras





























Somos 49 milhões de mulheres negras, isto é, 25% da população brasileira. Vivenciamos a face mais perversa do racismo e do sexismo por sermos negras e mulheres. No decurso diário de nossas vidas, a forjada superioridade do componente racial branco, do patriarcado e do sexismo, que fundamenta e dinamiza um sistema de opressões que impõe, a cada mulher negra, a luta pela própria sobrevivência e de sua comunidade. 

Enfrentamos todas as injustiças e negações de nossa existência, enquanto reivindicamos inclusão a cada momento em que a nossa exclusão ganha novas formas. Impõe-se na luta pela terra e pelos territórios quilombolas, de onde tiramos o nosso sustento e mantemo-nos ligadas à ancestralidade.

A despeito da nossa contribuição, somos alvo de discriminações de toda ordem, as quais não nos permitem, por gerações e gerações de mulheres negras, desfrutarmos daquilo que produzimos. Fomos e continuamos sendo a base para o desenvolvimento econômico e político do Brasil sem que a distribuição dos ativos do nosso trabalho seja revertida para o nosso próprio benefício.

Consideramos que, mesmo diante de um quadro de mobilidade social pela via do consumo, percebido nos últimos anos, as estruturas de desigualdade de raça e de gênero mantêm-se por meio da concentração de poder racial, patriarcal e sexista, alijando a nós, mulheres negras, das possibilidades de desenvolvimento e disputa de espaços como deveria ser a máxima de uma sociedade justa, democrática e solidária.

Não aceitamos ser vistas como objeto de consumo e cobaias das indústrias de cosméticos, moda ou farmacêutica. Queremos o fim da ditadura da estética europeia branca e o respeito à diversidade cultural e estética negra. Nossa luta é por cidadania e a garantia de nossas vidas.

Estamos em Marcha para exigir o fim do racismo em todos os seus modos de incidência, a exemplo da saúde, onde a mortalidade materna entre mulheres negras estão relacionadas à dificuldade do acesso aos serviços de saúde, à baixa qualidade do atendimento recebido aliada à falta de ações e de capacitação de profissionais de saúde voltadas especificamente para os riscos a que as mulheres negras estão expostas; da segurança pública cujos operadores e operadoras decidem quem deve viver e quem deve morrer mediante a omissão do Estado e da sociedade para com as nossas vidas negras.

Denunciamos as batalhas solitárias contra a drogadição e a criminalização do nosso povo e contra a eliminação de nossas filhas e filhos pelas forças policiais e pelo tráfico, há muito tempo! Denunciamos o encarceramento desregrado de nossos corpos, vez que representamos mais de 60% das mulheres que ocupam celas de prisões e penitenciárias deste país.

Ao travarmos batalhas solitárias por justiça num quadro de extrema violência racial, denunciamos a cruel violência doméstica que vem levando aos maus tratos e homicídios de mulheres negras, silenciados em dados oficiais. Lutamos pelo fim do racismo estrutural patriarcal que promove a inoperância do poder público e da sociedade sobre a exterminação da nossa população negra.

Estamos em marcha para reivindicamos o livre culto de nossas divindades de matriz africana sem perseguições, nem profanações e depredações de nossos templos sagrados.
Estamos em marcha contra a remoção racista das populações das localidades onde habitam. Lutamos por moradia digna; por cidades que não limitem nosso direito de ir e vir e contra a segregação racial do espaço urbano e rural; por transporte coletivo de qualidade; por condições de trabalho decente nas diferentes profissões que exercemos. Valorizamos nosso patrimônio imaterial em terreiros, escolas de samba, blocos afros, carimbó, literatura e todas as demais manifestações culturais, definidoras da nossa identidade negra.

Estamos em marcha porque somos a imensa maioria das que criam nossos filhos e filhas sozinhas, as chefes de famílias, com parcos recursos e o suor de nosso único e exclusivo trabalho.

Estamos em Marcha:
-pelo fim do femicídio de mulheres negras e pela visibilidade e garantia de nossas vidas;
-pela investigação de todos os casos de violência doméstica e assassinatos de mulheres negras, com a penalização dos culpados;
-pelo fim do racismo e sexismo produzidos nos veículos de comunicação promovendo a violência simbólica e física contra as mulheres negras;
-pelo fim dos critérios e práticas racistas e sexistas no ambiente de trabalho;
-pelo fim das revistas vexatórias em presídios e as agressões sumárias às mulheres negras em casas de detenções;
-pela garantia de atendimento e acesso à saúde de qualidade às mulheres negras e pela penalização de discriminação racial e sexual nos atendimentos dos serviços públicos;
-pela titulação e garantia das terras quilombolas, especialmente em nome das mulheres negras, pois é de onde tiramos o nosso sustento e mantemo-nos ligadas à ancestralidade;
-pelo fim do desrespeito religioso e pela garantia da reprodução cultural de nossas práticas ancestrais de matriz africana;
-pela nossa participação efetiva na vida pública.

Buscamos num processo de protagonismo político das mulheres negras, em que nossas pautas de reivindicação tenham a centralidade neste país. Nosso ponto de chegada e início de uma nova caminhada é 18 de novembro de 2015 dentre as atividades do Mês da Consciência Negra.

Conclamamos, a todas as mulheres negras, para que se juntem a esse processo organizativo, nos locais onde estiverem, e a se integrarem nessa Marcha pela nossa cidadania.

Imbuídas da nossa força ancestral, da nossa liberdade de pensamento e ação política, levantamo-nos – nas cinco regiões deste país – para construir a Marcha das Mulheres Negras contra o Racismo e a Violência e pelo Bem Viver, para que o direito de vivermos livres de discriminações seja assegurado em todas as etapas de nossas vidas.


ESTAMOS EM MARCHA !
“UMA SOBE E PUXA A OUTRA!”




Brasil, 25 de Julho de 2014.


Comitê Impulsor Nacional da Marcha das Mulheres Negras contra o Racismo e a Violência e pelo Bem Viver 2015

23 de janeiro de 2015

Desemprego atinge mais as mulheres negras

Presidente do SINDVAS fala sobre racismo, mulher e trabalho
Representantes das Centrais Sindicais e do Inspir (Instituto Sindical Interamericano pela Igualdade Racial) estiveram reunidos, ontem (22), para organizar a 1ª Marcha das Mulheres Negras, prevista para 18 de novembro.

“Será um meio para atingirmos nossos objetivos de acabar com o racismo, a violência e a precarização no mercado de trabalho. Uma oportunidade para tornar visíveis situações que todos sabem que existem, mas muitos não enxergam”, declara Maria Rosângela Lopes, presidenta do Sindicato dos Metalúrgicos do Vale do Sapucaí e representante da Força nas reuniões para a organização do evento.


Segundo estudo do Dieese, o desemprego é mais elevado entre a população negra, mas atinge ainda mais as mulheres negras. A média da taxa de desemprego no total das regiões é de 13,8% para mulheres negras e 10,9% para mulheres não negras.


Assessoria de Imprensa da Força Sindical 
Foto Tiago Santana