30/10/2014

Nota da Força Sindical - Taxa Selic frustra expectativas dos trabalhadores

A decisão do Copom (Comitê de Política Monetária) de elevar a taxa Selic frustrou a expectativa da Força Sindical, que defende a redução da taxa e o estímulo à produção e à geração de empregos.

Elevar a taxa significa que o governo continuará usando os juros altos para conter a inflação (o IPCA é estimado em 6,45% este ano), sacrificando o crescimento da economia e o PIB (Produto Interno Bruto, estimado em 0,27%).

Os dados acima demonstram que o aperto monetário reduziu um pouco a inflação, mas gerou um impacto negativo expressivo no nível da atividade econômica. Esta situação é ruim para os trabalhadores, porque sem crescimento econômico sustentado são obrigados a adiar os planos de ter empregos de qualidade, com bons salários e que proporcionem boa qualidade de vida. Esperamos que, nestes próximos anos, o governo consolide, definitivamente, a política econômica orientada para o desenvolvimentismo.



Miguel Torres, presidente da Força Sindical

29/10/2014

Mobilização permanente na Metagal

A mobilização dos trabalhadores não pode parar. O número de sócios na empresa Metagal aumentou e pode aumentar ainda mais. Quanto mais os trabalhadores forem unidos mais avanços irão acontecer. Novembro é o último mês para negociar o valor final da PLR e cabe aos trabalhadores se unirem ao Sindicato para a valorização que todos querem.

28/10/2014

Negociação Salarial: Fiemg cozinha negociações em fogo brando e oferece reajuste medíocre

A direção da Fiemg procura desenrolar  em “banho-maria” suas propostas para a Convenção Coletiva de Trabalho 2014 para os metalúrgicos, com proposta ainda muito longe sequer da inflação acumulada. A instituição patronal nitidamente esperava acabar setembro e a divulgação do INPC anual.

Na reunião com as representações sindicais (FEMETAL, FEMCUT e FITMETAL) no último dia 20 de outubro, os patrões informaram a recusa do reajuste de 10%. Não propuseram nem mesmo o INPC anual acumulado de 6,59%. Apresentaram uma contraproposta irrisória para os trabalhadores:


• Reajuste de 4,5% em 1º de outubro em empresas com até 50 trabalhadores;
•Reajuste de 5% em 1º de outubro para empresas com mais de 50 trabalhadores.



Os patrões desconsideram ainda toda a pauta de reivindicações dos metalúrgicos em franco desrespeito ao direito dos trabalhadores.  A próxima reunião na Fiemg será dia 31 de outubro, mas vamos mostrar antes aos patrões nossa disposição de luta e de não arredar um milímetro nas justas reivindicações da categoria.


Fonte: FEMETAL/MG

Acordo Coletivo de Trabalho da empresa Metagal é fechado

O Acordo Coletivo de Trabalho da empresa Metagal, unidades de Santa Rita do Sapucaí e Conceição dos Ouros, foi fechado na última quarta-feira (15), com ganho real a todos os trabalhadores da empresa.

Os diretores de base do SINDVAS que trabalham na Metagal (Marcos Roberto, Ednaldo (Pedrinha), Robson, Roberlei, João Carlos, Lednir, Dimas e Ricardo) fizeram uma assembleia com os trabalhadores antes do fechamento do Acordo Coletivo.

Os trabalhadores ainda conquistaram 28% de reajuste no tíquete alimentação.  A Metagal também comprovou a execução do Plano de Cargos e Salários, onde os trabalhadores foram valorizados.


Os trabalhadores, durante as assembleias com os diretores, elogiaram a negociação feita pelo Sindicato que trouxe ganho real e o aumento significativo no tíquete alimentação que é um bom complemento levando em consideração o momento de instabilidade do mercado.

27/10/2014

Empregada que trabalhava em ambiente infestado de baratas será indenizada

O empregador tem o dever de proporcionar ao empregado um ambiente de trabalho digno e saudável, caso contrário, arca com as consequências de sua negligência. Na 30ª Vara do Trabalho de Belo Horizonte, a juíza Júnia Márcia Marra julgou o caso em que uma vendedora do ramo de cosméticos exercia suas atividades em local infestado de baratas e a empresa não tomou providências para solucionar o problema. Ficou evidente o descumprimento das normas de higiene, saúde e segurança do trabalho. Por isso, ela deferiu à reclamante uma indenização por danos morais.

Os depoimentos das testemunhas demonstraram que o refeitório da loja era infestado de baratas, tornando impossível a utilização pelos empregados. Uma delas chegou a dizer que o forno de micro-ondas estragou por causa das baratas e que a empresa só providenciou a dedetização depois da saída da empregada.

Conforme ressaltou a julgadora, o dano moral pressupõe violação à dignidade pessoal da trabalhadora, com ofensa à sua integridade psíquica ou física, assim como aos direitos fundamentais previstos na Constituição. "À vista das provas produzidas, observa-se que a empresa tratou a reclamante de forma desrespeitosa, pois lhe ofereceu local inapropriado (infestado de baratas) para que realizasse suas refeições e, além disso, não havia local adequado para que conservasse o alimento trazido de casa, que era guardado em armário ou sobre o bebedouro dentro do indigitado refeitório" , destacou.

Para a magistrada, o fato de a empregada ter trabalhado na loja infestada de baratas por apenas um mês e, depois disso, apenas parcialmente, já que passou a se revezar em outra unidade, não é suficiente para descaracterizar o descaso da empregadora. Da mesma forma, a circunstancia de a empregada poder se alimentar fora da loja não elimina o dano ou prejuízo moral sofrido por ela. "Pelo contrário, isso, na verdade, só prova como era insuportável permanecer no repugnante recinto", ponderou a juíza.


Por esses fundamentos, a empresa foi condenada ao pagamento de indenização por danos morais no valor de R$1.500,00. O valor foi arbitrado considerando a gravidade da ofensa, culpa, capacidade econômica das partes e, principalmente, o caráter pedagógico da indenização. Houve recurso, mas a sentença foi mantida pela 7ª Turma do TRT mineiro.

Promoção a Igualdade Racial no Mundo do Trabalho foi tema de encontro na Bahia


Aconteceu na sexta-feira (24), na sede da Força Sindical Bahia, em Salvador, a reunião para a apresentação do projeto de criação da Rede Sindical de Promoção a Igualdade Racial no Mundo do Trabalho. O objetivo é fomentar uma rede de discussão com os diversos sindicatos que são filiados à Força Sindical, para o combate ao racismo no muno do trabalho.

Nair Goulart, Presidente da Força Sindical Bahia; Victor Costa, Secretário de Políticas Raciais da Força Sindical Bahia e do Sintepav BA; Cristiano Freitas, Assessor de Formação do Sintepav BA; Sara Regina, Assessora de Comunicação do Sintepav BA e Mônica Céo, assessora especial da Presidência da Força Sindical Bahia discutiram a construção da rede.

Para Nair Goulart, construir a Rede é passo importante para discutir a discriminação racial no mundo do trabalho. “É preciso implementar políticas específicas, lutar contra a discriminação no acesso ao emprego e na ocupação, lutar pela ascensão interna nas empresas e promover a igualdade racial, articulando estratégias sindicais para inserir cláusulas nas negociações coletivas, como cotas raciais para a contratação de trabalhadores.”

De acordo com Victor Costa, a Rede irá fomentar no mundo do trabalho, principalmente nas áreas de representação sindical a discussão sobre a igualdade de oportunidades e também a noção de promoção e ascensão de negros e negras nos postos de trabalho.

Cristiano Freitas, responsável pela apresentação do projeto, aponta que é imprescindível que a discussão sobre a luta do movimento negro não se resuma apenas ao mês de novembro. “É preciso ter um trabalho contínuo de debate de estratégias, indicar caminhos e a Rede terá um papel fundamental nesse cenário."


O próximo encontro será realizado na quarta-feira, dia 29, às 14h, novamente no auditório da Força Sindical Bahia.

Fonte Força Sindical Bahia e Sintepav BA

23/10/2014

Negociação com a Delphi não avança


Vale da Eletrônica perde com alta do dólar

As recentes e elevadas altas do dólar, observadas nas últimas semanas, deverão prejudicar os negócios das indústrias do Vale da Eletrônica, em Santa Rita do Sapucaí (Sul do Estado). Isso porque a cotação da moeda americana tem relação direta com a competitividade das empresas instaladas no Arranjo Produtivo Local (APL), uma vez que a maioria dos componentes dos equipamentos eletroeletrônicos é comprada no exterior, diretamente dos fabricantes. Com isso, o repasse do aumento nos custos será inevitável.

As informações são da presidente interina do Sindicato das Indústrias de Aparelhos Eletrônicos, Elétricos e Similares do Vale da Eletrônica (Sindvel), Flávia Couto. De acordo com ela, a oscilação do câmbio refletirá, inclusive, nos resultados finais das empresas da região no fechamento de 2014.
"O setor tem uma característica própria de lidar bem com momentos de crise, em função dos altos investimentos em inovação tecnológica. E é isso que tem ocorrido neste momento de desaceleração da economia nacional. No entanto, a elevação do dólar diminui a capacidade de driblar situações adversas e as conseqüências são inevitáveis, pois elevam os custos em relação à compra de matéria-prima, ao mesmo tempo em que dificulta as exportações", diz.

Entre os efeitos negativos, ela cita o repasse do aumento dos custos de produção aos clientes, a conseqüente baixa na demanda, o recuo no desempenho das empresas do setor e, até mesmo, a demissão de mão de obra. A analogia decorre do fato de o APL ter na compra direta dos fornecedores internacionais seu principal diferencial no que diz respeito à competitividade dos produtos. " um ciclo. Um pequeno detalhe pode prejudicar o desempenho das indústrias de tal maneira que gere uma onda de demissões", adverte.

Porém, a situação no Vale da Eletrônica ainda não chegou a esse ponto. Prova disso, conforme a presidente, é que as empresas deverão encerrar 2014 com faturamento semelhante ao do ano anterior, da ordem de R$ 2,2 bilhões. Inicialmente, a expectativa era que a receita crescesse entre 7% e 10% frente ao ano passado. Nos exercícios anteriores, a média de crescimento girou em torno de 30%.

Como forma de estreitar o relacionamento com fornecedores externos, e diminuir os impactos de fatores adversos como a alta do dólar, o Sindvel e suas associadas participam de diversas feiras tecnológicas internacionais. Nesta semana, por exemplo, uma delegação de 22 empresários locais se encontra em solo asiático para conhecer o que há de mais recente em termos de inovações tecnológicas que possam se aplicadas no setor.

Fonte Diário do Comércio

16/10/2014

Tamura Indusul inaugura nova unidade em Santa Rita do Sapucaí


O grupo Tamura Indusul inaugurou uma nova unidade, na manhã desta quinta-feira (16), em Santa Rita do Sapucaí. A empresa já ocupava um galpão do Condomínio Municipal de Empresa e agora, passa ocupar outra área no mesmo condomínio. A diretora do SINDVAS, Teca, acompanhou a cerimônia de inauguração como representante dos trabalhadores de Santa Rita.

O grupo Tamura adquiriu 49% da empresa Indusul no ano de 2012, em junho deste ano comprou os 51% restantes integrando a empresa de Santa Rita do grupo multinacional Tamura que opera em vários continentes no mercado de transformadores.


O investimento de R$ 500 mil feitos no novo galpão em Santa Rita do Sapucaí é parte do processo de ampliação da empresa no município. O grupo que emprega 120 pessoas no município espera chegar ao segundo semestre de 2015 com 200 trabalhadores.