18 de dez de 2014

Santa Rita do Sapucaí registra queda no número de postos de trabalho em novembro

Santa Rita do Sapucaí apresentou mais demissões do que contratações no mês de novembro de 2014. Os dados do município foram divulgados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho, nesta quinta-feira (18). O número de admissões registradas foi de 387 contra 419 demissões. A variação negativa fica em 32 postos de trabalho, resultado puxado principalmente pela agropecuária.

O total de desligamentos no setor agropecuário foi de 67 enquanto apenas 15 trabalhadores foram contratados. Isso deixou o setor com saldo negativo de 52 postos de trabalho.

O setor de serviços aparece como o segundo que mais fechou vagas em novembro. No total ocorreram 55 demissões contra 47 contratações, salto negativo de 8 postos. A setor de extrativismo mineral fechou uma vaga de trabalho no período.

A área de comércio foi a única em Santa Rita do Sapucaí que apresentou mais contratações do que demissões. O balanço apontou que foram preenchidas 80 vagas de trabalho e fechadas outras 51, resultado positivo de 29 postos.

Os setores de construção civil e indústria de transformação não registraram variação ao longo de novembro. O número de contratações foi o mesmo do de demissões nessas duas atividades. A construção civil abriu e fechou 11 postos de trabalho e a indústria da transformação, 233.

Minas Gerais
Em novembro de 2014, foram eliminados 5.560 empregos celetistas, equivalentes a uma redução de 0,13% em relação ao estoque de assalariados com carteira assinada do mês anterior. Tal redução decorreu principalmente dos desempenhos negativos dos setores da Construção Civil (-8.825 empregos), da Indústria de Transformação (-4.536 postos) e da Agropecuária (-4.402 postos, devido às atividades ligadas ao cultivo de café:-1.287 postos), cujos saldos superaram principalmente a geração de emprego do setor do Comércio (+9.882 postos).

Brasil
O Brasil teve criação de 8.381 empregos com carteira assinada em novembro.  Ao todo, foram 1.613.006 admissões e 1.604.625 demissões no mês passado. 

17 de dez de 2014

Escândalo da Petrobras: trabalhadores são demitidos em massa

Uma reportagem do jornal Diário de S. Paulo, desta quarta-feira, apresenta um outro lado do escândalo da Petrobras, o dos trabalhadores demitidos. De acordo com a publicação, a estimativa é que entre "10 mil e 12 mil pessoas tenham perdido os seus empregos nos últimos meses". Os trabalhadores foram demitidos por empresas que prestam serviços à Petrobras e muitos "reclamam de não ter recebido sequer os direitos previstos em lei".

Parcela dos 10% mais ricos concentra 42% da renda do país, diz IBGE

As pessoas com os 10% de menor renda per capita do país detinham apenas 1,2% da renda total no ano passado, apontou a pesquisa Síntese de Indicadores Sociais (SIS) 2014, divulgada nesta quarta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Por outro lado, o instituto computou que os 10% mais ricos da população concentraram durante todo o período analisado 41,7% da totalidade da renda per capita. O IBGE salientou que numa sociedade perfeitamente igualitária, cada décimo das pessoas com renda deteriam 10% da soma dos rendimentos do país.

Valor Econômico

Boas Festas


16 de dez de 2014

Jornal do Sindvas - Dezembro 2014

Tarifas de ônibus intermunicipais ficam mais caras

As tarifas de ônibus rodoviário intermunicipais devem ficar mais caras nesta quarta-feira (17). O reajuste, publicado no Diário Oficial de Minas Gerais, é em média de 9,31% para corrigir a defasagem entre os preços das passagens e os custos nos últimos doze meses. 

11 de dez de 2014

Empregada chamada de travesti e loira burra pelo chefe será indenizada

Uma trabalhadora que exercia a função de "Auxiliar Administrativa" em uma grande rede de supermercados procurou a Justiça do Trabalho pretendendo receber da empresa indenização por dano moral. Afirmou que era tratada de forma desrespeitosa pelo chefe e que, em reuniões diárias que aconteciam na ré, era obrigada a rebolar enquanto cantava hinos, sendo alvo de chacotas e brincadeiras desagradáveis. O caso foi analisado pela juíza Carolina Lobato Goes Araújo Barroso, na 12ª Vara do Trabalho de Belo Horizonte. Ela acolheu o pedido da reclamante, reconhecendo que a empregadora, por meio de seu representante, agiu de forma abusiva, ofendendo o sentimento de dignidade pessoal da trabalhadora.

A julgadora ressaltou que tudo aquilo que fere gravemente a alma humana, ofendendo os valores fundamentais da personalidade, qualifica-se, em princípio, como dano moral. Ele se evidencia, por exemplo, no sofrimento pela ausência de um ente querido falecido, na humilhação pública, no devassamento da privacidade, nos traumatismos emocionais, nas situações de constrangimento moral. "A ofensa moral, na maioria das vezes, é feita de forma camuflada, sob a roupagem de brincadeiras e indiretas, que escondem, na verdade, uma intenção maliciosa de diminuir e baixar a auto-estima do outro, de maneira que sorrateira e gradualmente, a vítima introjete um sentimento de desconforto, vergonha, inferioridade e, principalmente, de se sentir desrespeitada como pessoa e profissional", destacou a juíza. Assim, a prova do dano moral se baseia, principalmente, em indícios e depoimentos de testemunhas.

E, no caso, para a magistrada, a prova testemunhal foi firme em demonstrar que a reclamante sofreu ofensa moral, não em razão dos episódios dos hinos, mas pela forma desrespeitosa com que era tratada por seu superior. As testemunhas confirmaram que, de fato, havia na empresa reuniões diárias, sempre pela manhã, com duração de 05 a 10 minutos, quando eram cantados hinos, puxados pelo gerente ou diretor e seguido por todos os empregados. Em certa parte do hino da empresa, por determinação do diretor, todos dançavam "rebolando" e, em algumas vezes, eram "desafiados" a "rebolar" sozinhos no meio da roda, por alguns segundos, o que acontecia com a reclamante, mas também com outros empregados.

Mas, além disso, as testemunhas disseram que, por várias vezes, presenciaram o superior hierárquico chamando a reclamante de "incompetente", "loira burra", "travesti", o que ocorria na frente de todos, em qualquer local do supermercado, sendo que uma testemunha chegou a ver a reclamante chorando após os insultos. Na avaliação da juíza, ficou claro que o episódio das danças e hinos não se dirigia especificamente à reclamante, mas a todos os empregados de maneira indiscriminada, sem caráter pejorativo. Por isso, ela entendeu não ser suficiente para caracterizar dano moral. Já os xingamentos dirigidos à empregada caracterizaram, sim, prática abusiva da ré, na pessoa de seu representante, expondo a reclamante a situações vexatórias, em ambiente de trabalho degradante.


Portanto, a julgadora reconheceu o direito da empregada ao recebimento da indenização por danos morais, fixada em R$2.000,00, considerando a extensão do dano, o grau de culpa do ofensor, a capacidade econômica das partes, o princípio da razoabilidade e as finalidades pedagógicas e punitivas da condenação.

Fonte: Tribunal Regional do Trabalho 
Minas Gerais

10 de dez de 2014

Presidente Dima Rousseff sinaliza diálogo com os trabalhadores

O presidente da Força Sindical e da CNTM, Miguel Torres se reuniu, nesta segunda-feira (8), com a presidente Dilma Rousseff que recebeu representantes de diversas centrais no Palácio do Planalto, em Brasília.

A reunião é uma sinalização de diálogo do Governo Federal com a classe trabalhadora do país. O secretário-geral da Força, João Carlos Gonçalves (Juruna) também participou do encontro que definiu a abertura de uma mesa de negociações trabalhistas para 2015.

No vídeo abaixo, o presidente da Força Sindical fala sobre o encontro.



9 de dez de 2014

Uma agenda para a classe trabalhadora

As incertezas e o cenário desafiador que rondam o ano de 2015 levam o movimento sindical a refletir e a se mobilizar pela implementação de uma agenda voltada para o desenvolvimento do país. Essa agenda tem que, necessariamente, levar em conta a pauta trabalhista e o fortalecimento da indústria.
Estamos apreensivos com os rumos da economia, visto que a previsão é de crescimento pífio, a inflação operando no teto da meta ou acima dela, o mercado de trabalho mostrando os efeitos da estagnação, os juros em patamares estratosféricos e a falta de incentivos e de um projeto para a indústria.

Com claro viés por medidas restritivas, e o aceno a novos impostos para fazer o ajuste fiscal, a equipe econômica escolhida pela presidenta Dilma Rousseff parece se inclinar e apontar para os trabalhadores a conta desses ajustes. Não vamos permitir, de modo algum, que os trabalhadores paguem a conta dos desacertos do governo.

O fantasma do ataque aos direitos trabalhistas e sociais ronda o Brasil. Há décadas o povo tem sido pilhado com a política econômica voltada para o pagamento aos rentistas. Tão forte quanto essa premissa é a ideologia de se tentar apontar os gastos sociais conquistados como os responsáveis pelos desequilíbrios macroeconômicos.

Está claro que a situação política e econômica exigirá do movimento sindical uma atitude mais incisiva em defesa dos direitos conquistados e no avanço de novas reivindicações. A composição mais conservadora do Congresso coloca na ordem do dia a premência de mais organização e mobilização dos trabalhadores em torno da nossa pauta.

Como instrumento de luta temos de persistir numa agenda de unidade de ação das centrais sindicais. Para 2015 devemos realizar uma nova Marcha Nacional da Classe Trabalhadora, ampliar a pressão organizada sobre o governo e o Parlamento em defesa da nossa pauta, desenvolver e incentivar as possibilidades de negociação nos conselhos e estruturas que debatam assuntos relativos aos direitos sociais.

Essa marcha, que queremos realizar já no início do ano, deverá ser o cartão de visita dos trabalhadores para o segundo mandato da presidenta Dilma e aos demais Poderes, cobrando, especialmente, a revisão do fator previdenciário, a correção da tabela do Imposto de Renda, a continuidade da política de valorização do salário mínimo- por meio do apoio ao projeto do deputado e presidente do Solidariedade, Paulinho da Força- o reajuste para os aposentados e a regulamentação da terceirização, valorização do servidor, entre outros.

Simultaneamente, defendemos um amplo processo de fortalecimento da indústria nacional por meio da implantação de políticas econômicas voltadas a esse objetivo.

Necessitamos de um projeto viável, com incentivo governamental, crédito barato e sem burocracia para a renovação das máquinas, juros baixos e câmbio apropriado. Um projeto voltado para o aumento da competitividade e para a geração de emprego, que envolva a qualificação profissional e a ampliação do setor exportador.

É bom lembrar que não existe país desenvolvido sem uma indústria forte e competitiva. Estimular e fortalecer a indústria nacional só trará benefícios para o Brasil. Uma indústria pujante, forte e competitiva é um dos pilares para destravar os investimentos e para que a economia volte a crescer. Sem indústria forte, estamos condenados a um baixo desenvolvimento.

O governo precisa, em sintonia e diálogo com os trabalhadores e com o setor produtivo, aprofundar a política de fomento à economia. Lutamos por medidas que promovam uma distribuição de renda justa e trabalho decente para todos.



Miguel Torres, artigo publicado jornal Folha de S.Paulo  no dia 9/12/14