1 de agosto de 2015

Metagal adia parcela de PLR com crise no setor automobilístico


A empresa Metagal, fabricante de retrovisores de Santa Rita do Sapucaí e Conceição dos Ouros, apresentou no fim do expediente de quinta-feira (30), ao Sindicato a decisão de adiamento do pagamento da primeira parcela da PLR 2015.

A empresa disse que não tem dinheiro para pagar a antecipação da PLR e decidiu por negociar no mês de novembro. "A empresa alega que não tem dinheiro e por isso não é obrigada ao pagamento da primeira parcela ou antecipação. Esse não é o entendimento do Sindicato. Historicamente sempre há negociação e os trabalhadores contam com esse dinheiro, que representa 2,5% do salário nominal de um trabalhador ou trabalhadora com menos tempo de empresa", disse a presidente Maria Rosângela Lopes.

O Sindicato, com a formalização do documento, chamou os diretores sindicais para discutir o posicionamento da Metagal e dar suporte aos trabalhadores da fábrica. O Sindicato ainda deixou claro à empresa que é ela que tem que informar  "a má notícia" aos chamados 'colaboradores'. O Sindicato estará com os trabalhadores em suas manifestações de desagrado, por meio dos seus diretores sindicais, que estão na empresa.

Crise no setor automobilístico
A empresa apresentou dados para explicar o pedido de prorrogação nas negociações da PLR. Segundo a empresa houve queda de 50% no faturamento na comparação dos últimos dois anos com 2013. A perspectiva para o ano de 2015 é de continuidade de queda.


A empresa ainda reconheceu que perdeu mercado para a concorrência, mas que tem proporcionado qualificação e racionalização de todo o setor produtivo para se colocar novamente na disputa de clientes. A Metagal disse ainda que está disposta a abrir a contabilidade da empresa para comprovar o que foi relatado ao sindicato. 

31 de julho de 2015

Metagal envia documento oficial sobre posição da PLR 2015

A empresa Metagal, Santa Rita do Sapucaí e Conceição dos Ouros, enviou ao Sindicato o documento oficial sobre o posicionamento em relação a PLR 2015. Os trabalhadores da empresa discordam dos argumentos apresentados uma vez que dizem "que na prática há produção" e que "não há ninguém ocioso". O documento também "não apresenta o valor final da PLR e é preciso retorno já que por várias vezes os trabalhadores deram sua contribuição, inclusive nas negociações de PLR" disseram.

A empresa ligou para o Sindicato, na tarde desta sexta-feira, dizendo que há movimento para paralisação. O Sindicato informou que não pode impedir a livre expressão dos trabalhadores.




Quem não contribui com o sindicato, não tem direito aos benefícios do acordo

O juiz da 30ª Vara do Trabalho de São Paulo, Eduardo Rockenbach Pires, tomou uma das decisões mais coerentes e sensatas da história do judiciário. Ao julgar o caso de um trabalhador que se recusava a contribuir com o sindicato de sua categoria por não ser sindicalizado, o magistrado decretou que esse mesmo trabalhador não tem direito a receber os benefícios previstos no acordo coletivo.

“O trabalhador sustentou não ser sindicalizado e, por isso, negou-se a contribuir para a entidade sindical. A despeito disso, não menos certo é que as entidades sindicais devem ser valorizadas, e precisam da participação dos trabalhadores da categoria (inclusive financeira), a fim de se manterem fortes e aptas a defenderem os interesses comuns”, defendeu o juiz.


Desta forma, o magistrado disse “ser justo que o autor não se beneficie das vantagens negociadas pelo sindicato a favor da categoria, já que o mesmo se recusa em contribuir com a entidade”.


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30 de julho de 2015

Metagal não envia documento oficial sobre PLR ao Sindicato

Diretoria do Sindicato se reuniu para discutir
posicionamento da Metagal

A Metagal, Santa Rita do Sapucaí e Conceição dos Ouros, não enviou nesta quinta-feira (30), documento oficial sobre o posicionamento da empresa em relação a PLR 2015. Os representantes da empresa durante reunião com a diretoria do SINDVAS, na última quarta-feira (29), haviam se comprometido em oficializar a posicionamento por escrito ao Sindicato.


A presidente do SINDVAS, Maria Rosângela Lopes, se reuniu durante todo o dia com os diretores do Sindicato para discutir a atitude da empresa. Os diretores acompanharam ainda duas ligações da presidente (12:30h e 16:30h) para cobrar o documento por escrito. 


Dilma veta projeto de reajuste das aposentadorias

A presidente Dilma Rousseff vetou o projeto que estenderia a regra do reajuste do salário mínimo às aposentadorias e pensões. O texto havia sido aprovado no Congresso. 

O salário mínimo é corrigido levando em conta a inflação dos últimos 12 meses mais o crescimento do PIB de dois anos antes. Essa regra é válida de 2016 até 2019, porém o Congresso estendeu esse mesmo cálculo também às aposentadorias, o que foi vetado por Dilma.


A alegação do governo é que o reajuste para aposentados e pensionistas poderia comprometer as contas previdenciárias em mais de R$ 9 bilhões em gastos extras por ano.




29 de julho de 2015

Jornal Agora - Especial Sindicatos

Veja a edição completa aqui >> https://goo.gl/1wcG71



Reunião com a empresa Metagal

Representantes da empresa Metagal, Santa Rita do Sapucaí e Conceição dos Ouros, estiveram presentes na sede do SINDVAS para uma reunião na tarde desta quarta-feira (29). A presidente do Sindicato, Maria Rosângela Lopes, recebeu os representantes da empresa para a reunião. O diretor sindical, Fábio, também participou do encontro.

A Metagal se comprometeu entregar uma resposta oficial sobre a PLR da empresa nesta quinta-feira (30).



Tarifa de energia elétrica deve continuar com bandeira vermelha em agosto



A bandeira tarifária vermelha deve continuar vigente no mês de agosto. Isso significa que a conta de energia elétrica permanece mais cara para o consumidor. A tendência de manutenção do sinal vermelho foi comentada, na última terá-feira (27), pelo diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) Romeu Rufino.

As bandeiras tarifárias com as cores vermelha, amarela e verde começaram a valer no início deste ano. O consumidor pode verificar na conta de energia elétrica a cor do período e então saber o quanto irá pagar a mais na tarifa.

O valor da bandeira vermelha é de R$ 5,50 a cada 100 KWh, com a bandeira amarela o custo é de R$2,50 a cada 100 KWh e com a bandeira verde não há acréscimos.


Dicas para economizar
● Utilize lâmpadas mais econômicas
● Mantenha os lustres e globos transparentes bem limpos, assim não vai gastar energia à toa
● Não deixe as luzes acesas em ambientes onde não tem ninguém
● Compre equipamentos com o selo Procel de Economia de Energia, de preferência da Categoria A
● Mantenha limpos os filtros dos condicionadores de ar e evite deixar o aparelho ligado quando o ambiente estiver desocupado
● Não instale fogão e geladeira lado a lado, pois um atrapalha o desempenho do outro
● Não forre as prateleiras da geladeira, isso dificulta a passagem do ar, gastando mais energia
● Evite usar equipamentos de alto consumo, como ferro de passar roupa e chuveiro elétrico, nos horários de pico
● Junte a maior quantidade de roupa possível e passe-as de uma só vez
● Evite os banhos demorados

28 de julho de 2015

Grávida irá receber indenização depois de ser dispensada em período de estabilidade

Uma trabalhadora receberá indenização depois que ela foi dispensada durante a gravidez. A mulher procurou a Justiça do Trabalho alegando ato discriminatório e desamparo da empresa no início da gravidez dela.

O desembargador Luiz Otávio Linhares Renault, que relatou o caso, entendeu que a trabalhadora estava com razão. Em nota divulgada pelo Tribunal Regional do Trabalho de Minas Gerais, o relator esclareceu que o papel do patrão “vai além do fomento da atividade econômica. Ele também tem a incumbência de proteger direitos sociais”.

A empresa foi condenada a pagar indenização de R$ 10 mil com juros e correção monetária. Isso porque foi considerado evidente o dano moral sofrido pela trabalhadora ao ver-se em situação de desamparo.

Leia em TRT-MG

Assembleia na Delphi

O SINDVAS realizou assembleia com os trabalhadores da empresa Delphi, de Conceição dos Ouros, nesta segunda-feira (27). O diretor, Fernando, conduziu as discussões com os trabalhadores que aprovaram por maioria a troca do feriado municipal do dia 6/8 pelo dia 7/8.



Um pouco de história...

Conceição dos Ouros comemora no dia 6 de agosto a emancipação política e administrativa. De acordo com o site da prefeitura o nome do “município lembra o ouro de aluvião encontrado por bandeirantes paulistas num afluente do Sapucaí-mirim, batizado de Ribeirão dos Ouros. Achados arqueológicos em Conceição dos Ouros permitem afirmar que o local já era habitado por índios Tupis guaranis pelo menos há 200 anos antes do descobrimento do Brasil”.

Presidente do SINDVAS participa de reunião da diretoria da CNTM

A presidente do SINDVAS, Maria Rosângela Lopes, participa na manhã desta terça-feira (28), em São Paulo, da reunião da diretoria da Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos (CNTM).




Juros altos

Ainda nesta terça-feira (28), as centrais sindicais fazem uma manifestação em frente ao Banco Central, na avenida Paulista, São Paulo, contra os juros altos que tem penalizado a produção e reduzido o emprego.

27 de julho de 2015

Projeto que reduz tempo de almoço dos trabalhadores é discutido no Senado

A Comissão de Assuntos Sociais do Senado Federal analisa um projeto (PLS 08/2014), do senador Blairo Maggi (PR-MT), que reduz o intervalo de descanso e refeição do trabalhador. Juízes e procuradores contrários à redução alertaram para o risco à saúde do trabalhador durante uma audiência pública no último dia (15).





Possibilidade de reduzir horário de almoço dos trabalhadores divide opiniões

A possibilidade de flexibilizar o horário de almoço ou de descanso por meio de acordo coletivo, conforme projeto (PLS 8/2014) em tramitação na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), dividiu opiniões em audiência pública nesta quarta-feira (15). Contrários à alteração, juízes e procuradores alertaram para os riscos à saúde e à segurança no trabalho que a redução pode ocasionar. Representantes de confederações de diversos setores da economia citaram a liberdade de escolha dos funcionários e outros ganhos, como menos horas no trânsito e mais tempo de convivência com a família ao evitar a saída no horário de pico, para defender a modernização da lei.

Na opinião da procuradora do Ministério Público do Trabalho Juliana Carrero, as negociações coletivas devem ser prestigiadas, sim, mas não em relação a toda e qualquer pactuação. Segundo afirmou, o intervalo intrajornada de no mínimo uma hora para quem trabalha mais de seis horas seguidas é uma medida de segurança e saúde no trabalho, é impositiva e não pode ser afastada pelo trabalhador se ele quiser.

- O trabalhador não tem noção do que efetivamente pode decorrer de uma redução desse tipo na jornada dele. Não pode dizer simplesmente “eu quero a redução”, não interessa, da mesma forma que ele não pode dizer que quer trabalhar 10, 12 horas por dia – defendeu.

Da mesma forma, o juiz Luiz Antonio Colussi, representante da Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra), frisou que a garantia de saúde e segurança dos empregados contra o texto. O intervalo intrajornada é essencial para que os funcionários reponham energias e mantenham a concentração e o foco no trabalho, para dificultar a ocorrência de acidentes.

O mesmo motivo foi apontado por José Carlos Torves, da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), que também é  contrário à proposta. Segundo lembrou, a situação dos jornalistas é ainda pior, por trabalharem até 10, 12 horas por dia, muitas vezes em situação de risco, sob forte cansaço e estresse, e a jornada de cinco horas garantida por lei nunca ser cumprida. Ele também alertou para a existência de um movimento de ataque ao mundo do trabalho e aos trabalhadores, com retirada de direitos e garantias. Apontou como exemplo disso a MP 680/2015, que permite a redução da jornada e dos salários.

- Óbvio que há necessidade de superar a crise, mas [as medidas] não podem cair só sobre os direitos dos trabalhadores – afirmou.

Projeto
A alteração proposta na regra de intervalo para repouso e alimentação estabelecida pela Consolidação das Leis do  Trabalho (CLT) tem na CAS relatório pela rejeição, apresentado pela senadora Angela Portela (PT-RR), e um voto em separado da senadora Ana Amélia (PP-RS), defendendo sua aprovação.

Vários senadores defenderam modificações na proposta. Waldemir Moka (PMDB-MS) pediu que a redação do texto seja mais claro, diferenciando segmentos econômicos em relação aos quais não se aplicaria a flexibilização.

Paulo Paim (PT-RS) sugeriu que não se coloque a proposta em votação enquanto centrais sindicais e outras federações de trabalhadores não forem ouvidas.

- Às vezes uma boa intenção pode gerar prejuízos para os mais fracos – disse.

Já a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) destacou a necessidade de levar em consideração os argumentos dos juízes e procuradores do Trabalho. Segundo ela, a Justiça do Trabalho mantém o equilíbrio das relações trabalhistas no país, uma vez que o lado do poder econômico - representado pelos empregadores - é mais forte.

Valorização
Para o representante da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Carlos Kurtz, o projeto valoriza as negociações coletivas de trabalho, representando assim um avanço para as relações trabalhistas. Ele também lembrou que as negociações coletivas só se estabelecem quando há interesse das duas partes, não é unilateral.

- Melhor trabalhar meia a hora a mais durante a semana [reduzindo o almoço] para ficar no sábado com sua família – disse.

Alain Mac Gregor, representante da Confederação Nacional do Comércio (CNC), afirmou que o projeto traz facilidades para o mundo do trabalho e fortalece os sindicatos. As negociações, afirmou, seriam feitas sob lastro constitucional e com previsão em dispositivo constante do parágrafo 3º do artigo 71 CLT. Ele permite que o intervalo seja reduzido por ato do Ministro do Trabalho, com condicionantes: que seja ouvido o Serviço de Alimentação de Previdência Social, que o estabelecimento atenda às exigências sobre organização dos refeitórios e que os empregados não estejam sob regime de trabalho prorrogado em razão de horas suplementares. O texto aprovado tornaria o processo menos burocrático, avaliou.

- Não existem mais fragilidades na representação sindical. O trabalhador representado jamais sofrerá prejuízos por negociações de sindicatos, que estão ali para protegê-lo – frisou.

Rodrigo Valente, representante da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), ressaltou que é por meio das negociações coletivas, via acordos e convenções coletivas de trabalho, que as reais necessidades das categorias são atendidas.

O autor da proposta, senador Blairo Maggi (PR-MT), disse que o projeto busca adequar as relações de trabalho ao mundo real. Não é nada imposto, faz quem quer e por acordo, mas exceções devem ser observadas, como o setor da construção civil, trabalho braçal e pesado que demanda mais descanso.
- As pessoas têm que ter discernimento de definir sua vida. O Estado não pode tutelar tudo e a todos a qualquer momento – afirmou.

Na opinião de Ana Amélia (PP-RS), não se pode comparar coisas diferentes, tratando todos os setores da atividade econômica da mesma forma. Alguns mais vulneráveis precisam da proteção do Estado, mas há outros mais modernos em que o cidadão poderia exercer sua liberdade de escolha. Conforme a senadora, é preciso desmistificar a visão do trabalhador como alguém sempre explorado pelo empregador. Na mesma linha, o presidente da CAS, senador Edison Lobão (PMDB-MA) frisou que empresas e trabalhadores não existem um sem o outro.

- As legislações precisam ser sempre atualizadas. Algo que foi construído há 40, 50 anos, quando o trabalho era diferente do que é hoje, não podemos imaginar que hoje é mais adequado. Mas que os princípios e direitos se mantenham porque são corretos e justos e devem preservar o trabalhador – opinou ainda Douglas Cintra (PTB-PE).


Agência Senado