IR PARA

23 de maio de 2016

Pressão

A pressão que o setor empresarial exerce sobre o novo governo para uma reforma trabalhista ganhou destaque na edição, desta segunda-feira (23), do jornal Hoje em Dia. A reportagem com o título “A pressão do empresariado” traz que se seguido ‘à risca o desejo dos industriais até mesmo normas de segurança e higiene...serão extintas’.


Parabéns Santa Rita do Sapucai


20 de maio de 2016

Desemprego sobre em todas as regiões do país



A taxa de desocupação (10,9% no Brasil) subiu em todas as grandes regiões no 1º trimestre de 2016 em relação ao mesmo período de 2015: Nordeste (de 9,6% para 12,8%), Sudeste (de 8,0% para 11,4%), Norte (de 8,7% para 10,5%), Centro-Oeste (de 7,3% para 9,7%) e Sul (de 5,1% para 7,3%).

O rendimento médio real habitual dos trabalhadores ficou acima da média do Brasil (R$1.966) nas regiões Sudeste (R$ 2.299), Centro-Oeste (R$ 2.200) e Sul (R$ 2.098), enquanto Norte (R$ 1.481) e Nordeste (R$ 1.323) ficaram abaixo da média.

O Distrito Federal apresentou o maior rendimento (R$ 3.598), seguido por São Paulo (R$ 2.588) e Rio de Janeiro (R$ 2.263). Os menores rendimentos foram registrados no Maranhão (R$ 1.032), Piauí (R$ 1.263) e Ceará (R$ 1.285).

Região Nordeste apresenta maior taxa de desocupação

A taxa de desocupação mostrou diferenças regionais de patamares ao longo de todos os trimestres analisados. No 1º trimestre de 2016, a região Nordeste foi a que apresentou a maior taxa, 12,8%, e a região Sul, a menor, 7,3%. Na comparação anual, foi observada elevação de 3,4 pontos percentuais (p.p) na taxa de desocupação do Sudeste, a maior elevação entre as regiões.

Prévia da inflação oficial tem a maior taxa para maio desde 1996

O Índice de Preços ao Consumidor - Amplo 15 (IPCA-15), considerado uma prévia da inflação oficial, passou de 0,51% em abril para de 0,86% em maio, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (20).

A taxa é a maior para o mês de maio desde 1996, quando o IPCA-15 registrou alta de 1,32%, conforme aponta o IBGE, em nota.

No ano, o indicador acumula avanço de 4,21% - abaixo dos 5,23% registrados em abril, e, em 12 meses, de 9,62%, acima dos 9,34% no período anterior.

O que mais puxou a prévia da inflação neste mês foram os alimentos - principalmente farinha, feijão e leite - que ficaram 1,03% mais caros, e os remédios, que tiveram reajuste de 6,5%.

Com isso, os grupos de alimentação e bebidas e de saúde - que incluem esses itens e são usados para o cálculo do IPCA-15 - registraram as taxas de variação mais altas em maio. No primeiro, o índice passou de de 1,35% para 1,3% e no segundo, de 1,32% para 2,54%.

O grupo de preços relativos à habitação também mostrou forte alta de abril para maio (de -0,41% para 0,99%). Isso porque a taxa de água e esgoto subiu 9,03%, pressionada pelo aumento de 35,93% na região metropolitana de São Paulo.

Na análise por regiões, o maior avanço do IPCA-15 partiu de Fortaleza (1,19%), sob pressão da taxa de água e esgoto (8,42%). Por outro lado, registraram os menores índices Brasília (0,55%) e Goiânia (0,58%).

Veja os itens que exerceram as principais influências:

Cigarro (3,70%)
Telefonia celular (3,40%)
Automóvel usado (2,38%)
TV, som e informática (2,38%)
Roupas de cama, mesa e banho (2,08%)
Leitura (1,85%)
Automóvel novo (1,11%)
Artigos de limpeza (1,10%)
Plano de saúde (1,06%)
Roupa feminina (1,05%)
Artigos de higiene pessoal (0,92%)
Mão de obra para pequenos reparos (0,87%)
Empregado doméstico (0,87%)
Condomínio (0,81%)
Serviços médicos e dentários (0,79%)
Roupa masculina (0,71%).


G1

19 de maio de 2016

Pela Região

Plascar deve demitir 150 funcionários de fábrica em Varginha

Funcionários da fabricante de peças automotivas Plascar e representantes do Sindicato das Indústrias Químicas e Farmacêuticas se reuniram com diretores empresa nesta quarta-feira (18) em Varginha (MG). Por causa da crise da indústria automotiva, os trabalhadores dizem que a fábrica deve demitir 150 pessoas no município.

Na reunião, que durou cerca de 30 minutos, os grupos definiram as condições do corte. Segundo os funcionários, ficou definido na assembleia que 150 trabalhadores serão demitidos e que os benefícios, como plano de saúde e vale alimentação serão mantidos.

Ainda conforme os funcionários, a empresa justificou que a demissão em massa é consequência da atual crise econômica que o país vive. O corte, segundo eles, é resultado da queda na produção da fábrica. Nos últimos dois anos, a Plascar teria perdido dois clientes importantes e, essa semana, a situação piorou depois que a Fiat suspendeu a produção por tempo indeterminado.

A Plascar está em Varginha há mais de 50 anos. A empresa tem 850 funcionários e trabalha com a fabricação de peças e acessórios para o setor automobilístico e também de móveis. A lista dos demitidos deve sair nesta quinta-feira (19).



G1

Centrais apresentarão proposta de reforma da Previdência no dia 30


Dirigentes das centrais sindicais decidiram apresentar na segunda-feira (30) ao governo uma proposta de reforma da Previdência para que a equipe do presidente interino, Michel Temer (PMDB), incorpore ao projeto que será enviado ao Congresso.

Segundo o ministro Eliseu Padilha (Casa Civil), a proposta será avaliada e, no dia 3 de junho, Planalto deve apresentar um projeto "de consenso" para a votação dos parlamentares e que "tudo está na mesa" para a discussão.

A ideia do governo é criar uma idade mínima para a aposentadoria ou aumentar o tempo de contribuição previdenciária, duas teses rechaçadas pelas centrais sindicais.

Após reunião de trabalho nesta quarta-feira (18) com o ministro Ronaldo Nogueira (Trabalho) e dirigentes da UGT (União Geral dos Trabalhadores), CSB (Central dos Sindicatos Brasileiros) e Força Sindical, três das seis principais centrais do país, Padilha afirmou que há a possibilidade de se criar uma "regra de transição" para quem já estiver no sistema e, assim, "não mexer em direitos adquiridos", o grande temor das centrais.

"Queremos saber, daqui para adiante, como mudar o sistema", disse Padilha. "Temos direitos adquiridos, não se mexe. [Temos] expectativa de direito, direitos em construção e neste a gente pode trabalhar, como foi feito na formula 85/95 [idade mais tempo de contribuição]. É possível, na expectativa de direito, que se estabeleça uma fórmula de transição".

Secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves, o Juruna, disse após a reunião no Planalto que as centrais vão se reunir em São Paulo na próxima semana para elaborar uma proposta conjunta. E emenda: "não vamos aceitar a idade mínima".

Padilha, porém, afirmou as centrais ainda podem concordar com a idade mínima para a aposentadoria. "Se a classe trabalhadora tiver a contemplação em um dos outros itens, quem sabe também eles não concordam com a questão da idade mínima?", questionou.

Ainda de acordo com Juruna, as centrais vão pedir que o governo inclua na reforma previdenciária a "melhora da arrecadação", com um percentual da legalização dos jogos de azar, proposta defendida por parte da equipe de Temer, destinada à Previdência, além da cobrança de clubes de futebol e do setor do agronegócio, por exemplo.

O sindicalista afirmou que o governo "ainda não discutiu percentuais" mas "ouviu todas as propostas". Segundo ele, Padilha se comprometeu a rever os pontos de renúncia fiscal e isenção a entidades filantrópicas, uma reivindicação das centrais.

TRABALHISTA
O ministro Padilha afirmou que a reforma da Previdência e a reforma Trabalhista serão tratadas separadamente para "ajudar no trabalho" e "a pedido das centrais". Segundo ele, a previdenciária virá primeiro e a Trabalhista, num segundo momento.

Temer assumiu a Presidência interinamente na quinta-feira (12) e traçou as duas reformas estruturais como "prioridade" de seu governo.


UOL

18 de maio de 2016

Por falta de peças, Fiat interrompe produção por tempo indeterminado



A fábrica da Fiat em Betim, Minas Gerais, está com sua produção suspensa por tempo indeterminado. A paralisação, que começou na segunda-feira, 16, ocorre porque as fabricantes de autopeças Tower e Mardel, da multinacional Keiper, interromperam na última quinta-feira o fornecimento de componentes e estruturas metálicas soldadas. 

Com isso, os 18 mil trabalhadores da Fiat em Betim ficarão em casa. A montadora esclareceu, no entanto, que eles serão remunerados normalmente, como se estivessem trabalhando. Segundo a empresa, a paralisação também afeta diretamente a produção de dezenas de outros fornecedores, deixando mais de 50 mil trabalhadores sem atividade na região. A fábrica em Betim é a maior da Fiat no mundo.

A decisão da Keiper surpreendeu a Fiat e foi vista pela montadora como uma "medida extrema". "A Fiat entende que a decisão não é uma atitude construtiva, principalmente neste momento de crise econômica pelo qual passa o País", disse a empresa em nota. A montadora tem tentado negociar a retomada do fornecimento com a Keiper e não descarta entrar na Justiça. 

Volkswagen
A Volkswagen também tem enfrentado problemas com a Keiper. Ontem, as três fábricas da montadora no Brasil tiveram a produção paralisada em razão da falta de bancos e cerca de 10 mil funcionários ficaram sem trabalhar. Para retomar a produção, a Volkswagen obteve liminar, na noite de segunda, que obriga a Keiper a voltar a fornecer o produto em até 24 horas. O não cumprimento da medida resultará em multa diária de R$ 500 mil.

A Keiper foi procurada pelo Broadcast (serviço de notícias em tempo real da Agência Estado) para comentar as situações da Fiat e da Volkswagen, mas não houve resposta até o momento.

Isto é



Fornecimento de peças para a Fiat será retomado em Betim, diz Keiper

A Keiper/Prevent informou nesta quarta-feira (18) que voltou a fornecer componentes à Fiat, pelas empresas Tower e Mardel, pertencentes ao grupo multinacional. A produção da fábrica da montadora de carros em Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, está paralisada desde a última sexta-feira (13), por causa da suspensão do fornecimento de peças. A assessoria da Fiat confirmou que a montadora foi avisada que a entrega das peças será feita, mas disse que a produção da montadora não tem data para recomeçar. O fornecimento não havia sido retomado até a última atualização desta reportagem. Nesta manhã, metalúrgicos fizeram um protesto em frente à Keiper/Prevent, em Betim. O Sindicato dos Metalúrgicos de Betim e Região alegou que, em função da suspensão do fornecimento de peças, a empresa estaria fechando. O ato começou por volta de 9h e terminou às 11h40.

Nesta terça-feira (17), a Fiat havia informado que as fornecedoras queriam reajustar seus preços. O assunto ainda estava em negociação quando, de acordo com nota divulgada pela montadora, “as empresas interromperam abruptamente o fornecimento de componentes e estruturas metálicas soldadas na última quinta-feira (12)”. A fábrica em Betim tem 19 mil funcionários e é a maior montadora de veículos do Brasil. Ela produz os modelos Fiat Mobi, Uno, Palio Fire, Palio, Bravo, Punto, Grand Siena, Linea, Siena, Palio Weekend, Strada, Idea, Doblò, Fiorino, Uno Furgão e Doblò Cargo. De acordo com a Fiat, a perda diária em arrecadação para o governo é de R$ 30 milhões.

O advogado da Keiper/Prevent, César Hipólito Pereira, disse nesta terça-feira (17) que a interrupção do fornecimento dos componentes foi necessária porque há débitos da Fiat em relação a uma remessa de peças e que, logo após ter feito o pedido, anunciou férias coletivas.

A assessoria da Fiat nega a dívida e disse que a última paralisação aconteceu no dia 25 de abril, durando dez dias. De acordo com a montadora, a medida atingiu trabalhadores de três das quatro linhas de produção.

G1

Caixa Econômica Federal é multada por manter trabalhadores terceirizados sem registro

Por maioria de votos, a Subseção I Especializada em Dissídios Individuais do Tribunal Superior do Trabalho manteve decisão que condenou a Caixa Econômica Federal (CEF) ao pagamento da multa do artigo 41 da CLT por irregularidades cometidas em contrato firmado com prestadora de serviços de operadores de computador, que manteve trabalhadores sem registro. A terceirização foi considerada fraudulenta, porque os empregados da prestadora realizavam atividades tipicamente bancárias.

O auto de infração foi lavrado por um auditor fiscal do trabalho que encontrou 29 empregados da Panisul numa agência da CEF sem o devido registro em livro, ficha ou sistema eletrônico competente. Ele constatou ainda que eles executavam atividades tipicamente bancárias, como atendimento e informações ao trabalhador sobre conta vinculada e saque de FGTS, conferência de documentação e cobrança de títulos.

A Segunda Turma do TST não conheceu do recurso da CEF contra a decisão do Tribunal Regional do Trabalho da 14ª Região que validou o auto de infração. Em embargos à Subseção I, a Caixa sustentou que, não havendo reconhecimento de vínculo de emprego, não se poderia exigir dela o registro dos empregados da empresa terceirizada. Alegou ainda que não há previsão na CLT de aplicação de multa no caso de terceirização ilícita. Segundo a argumentação, o artigo 41 se refere ao cumprimento das obrigações do empregador em relação a seus empregados, e os trabalhadores vinculados à prestadora não fazem jus ao registro junto à tomadora.

Decisão

Segundo o relator dos embargos, ministro Cláudio Brandão, o artigo celetista visa essencialmente impedir a existência de empregados sem registro nos quadros de uma empresa, independentemente da forma como foram admitidos. A ilicitude da terceirização, a seu ver, reforça a legalidade do auto de infração, que cumpriu as formalidades legais e foi devidamente fundamentado.

Segundo Cláudio Brandão, cabe ao auditor fiscal aplicar multa quando verificar irregularidades ou fraudes à legislação trabalhista, conforme dispõem os artigos 626 da CLT, e 1º, incisos III e IV, e 7º da Constituição Federal, que tratam, entre outros, da dignidade da pessoa humana, do valor social do trabalho e do rol de direitos dos trabalhadores. Ele afirmou que a manutenção de empregado em atividade-fim de empresa submetida ao regime disposto no artigo 37, inciso II, da Constituição (que exige a contratação por meio de concurso público) sem o devido registro, "ao revés de impedir a aplicação da penalidade, corrobora com a atuação do auditor, pois demonstra o intuito fraudatório".
No seu entendimento, o objetivo principal da fiscalização é "assegurar o reconhecimento do vínculo empregatício do trabalhador e os direitos dele decorrentes", tal como estabelecido no artigo 7º, parágrafo 1º da Lei 7.855/89, que instituiu o Programa de Desenvolvimento do Sistema Federal de Inspeção do Trabalho, cuja atribuição é do Ministério do Trabalho. "A inspeção do trabalho, como forma de assegurar a observância do ordenamento jurídico laboral, é incentivada pela Organização Internacional do Trabalho (Convenção 81/47, promulgada pelo Decreto 95.461/87)", afirmou.

Irregularidade

Segundo o relator, a vedação ao reconhecimento de vínculo empregatício com ente da administração pública indireta sem concurso público não afasta a irregularidade da conduta da empresa em contratar trabalhadores terceirizados para executar serviços vinculados à sua atividade fim.


A decisão foi por maioria, acompanhando o relator os ministros Walmir Oliveira da Costa, Augusto César de Carvalho, José Roberto Pimenta, Hugo Carlos Scheuermann, Alexandre Agra Belmonte, João Oreste Dalazen e Emmanoel Pereira.  Ficaram vencidos, os ministros Renato de Lacerda Paiva, Aloysio Corrêa da Veiga, Caputo Bastos, Márcio Eurico Amaro, Ives Gandra Martins e Brito Pereira, que davam provimento aos embargos para restabelecer a sentença que julgou improcedente o pedido de ação anulatória.

TST

17 de maio de 2016

Temer reúne centrais e cria grupo de trabalho por reforma da Previdência

O presidente interino Michel Temer convocou ontem a primeira reunião ampliada com sindicalistas para discutir a Reforma da Previdência Social.Ficou definida a criação de um grupo de trabalho que apresentará uma proposta de reforma no prazo de 30 dias, a ser enviada ao Congresso Nacional. O grupo volta a se reunir no dia 18 de junho, sob a coordenação do chefe da Casa Civil, ministro Eliseu Padilha.

Durante a reunião, Temer e o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmaram que é preciso "negociar e buscar uma solução" para a Previdência. Segundo o presidente da Força Sindical, deputado Paulo Pereira da Silva (SD-SP), Temer teria sinalizado que as mudanças atingirão os trabalhadores que ainda vão ingressar no sistema. "Não podemos aceitar mudanças para quem já está no sistema", afirmou. "Topamos discutir outra Previdência, para quem vai entrar", completou.

Uma fonte que participou da reunião disse ao Valor que ontem o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, telefonou para o presidente da Força Sindical, Paulo Pereira, para preparar o terreno para a reunião. No fim da semana, Meirelles e Paulo Pereira haviam discutido sobre propostas para mudanças na Previdência. Ontem, segundo esta fonte, o tom do encontro foi mais amistoso.

No telefonema a Paulo Pereira, Meirelles procurou relativizar as propostas que poderiam ser adotadas pelo governo, como previsão de idade mínima para aposentadoria, e as classificou como ideias gerais de um início de gestão que ainda busca alinhar discursos e entendimentos. Paulinho, por sua vez, já tinha chamado de "estapafúrdias" essas ideias.

No telefonema, Meirelles também fez questão de afirmar a disposição do novo governo para dialogar sobre todas as propostas a serem apresentadas ao Congresso. Essa predisposição foi reforçada por Temer durante a reunião desta segunda-feira.

O presidente interino abriu o encontro propondo "um governo de diálogo com muita negociação" e afirmou ter ciência de que o debate envolvendo a Previdência se arrasta por governos.

O presidente da Central dos Sindicatos Brasileiros, Antônio Neto, que é filiado ao PMDB, afirmou que não acha necessária uma reforma da Previdência Social neste momento nem a fixação de uma idade mínima para a aposentadoria.

Ele disse que há uma distorção sobre o déficit previdenciário, que é provocado pela aposentadoria rural, enquanto a aposentadoria urbana é superavitária.

"Não acho necessário [uma reforma da previdência] agora, ela tem sido superavitária nos últimos tempos, mesmo com a DRU [Desvinculação das Receitas da União]", disse Neto. Segundo o sindicalista, é preciso discutir como fazer com que as empresas que estão devendo para a Previdência paguem suas dívidas e discutir outras formas de arrecadação.

Ele critica a fórmula progressiva 85/95 que foi aprovada. "Já foi feita a maldade, em 2026 ninguém mais se aposenta nem o homem com menos de 65 anos nem a mulher com menos de 60 anos", afirmou.

Padilha vai coordenar o grupo de trabalho a ser formado com representantes do governo, como o ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, e das entidades sindicais presentes ao encontro: Força Sindical, UGT, CSB e Nova Central. CUT, ligada ao PT, e CTB, ligada ao PCdoB, não participaram da reunião.

Em nota divulgada ontem, a CUT afirmou que "não reconhece golpistas como governantes". "Acreditamos que a luta contra os retrocessos pretendidos e anunciados será travada pelo conjunto dos movimentos sociais nas ruas, nos locais de trabalho, na luta constante para impedir que o Brasil recue, do ponto de vista democrático, institucional e civilizatório, a décadas passadas", diz o comunicado, assinado pelo presidente da CUT, Vagner Freitas.


Valor Econômico

Paulo Souza termina entre os 10 melhores no primeiro desafio da Copa Brasil de Downhill

O ciclista Paulo Souza terminou a 1° etapa da Copa Brasil de Downhill, neste final de semana em Simão Pereira-MG, entre os 10 melhores tempos. Paulo compete na categoria sub-30 e chegou a apenas 2 s de subir ao podio.

A prova foi disputada e o atleta patrocinado pelo SINDVAS superou problemas físicos para terminar a participação. Ele relatou no sábado sofreu desidratação e dores no peito, depois de exames foi liberado para competir no domingo.


Mesmo com dores musculares terminou a participação na primeira etapa da Copa Brasil e comemorou o tempo conseguido de 2min13s,60.




16 de maio de 2016

Setor eletroeletrônico de Santa Rita do Sapucaí tem fundo de investimento lançado pelo Governo de Minas Gerais



O governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel, esteve em Santa Rita do Sapucaí para lançar o Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (Fidc) na manhã desta segunda-feira (16). A cerimônia aconteceu no Instituto Nacional de Telecomunicações (Inatel) com a presença de vários empresários da cidade.

O Fundo de Investimento recebe aporte de R$ 50 milhões por meio da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig) que repassa aos empresários do polo tecnológico de Santa Rita do Sapucaí e também das cidades de Itajubá, Pouso Alegre e Varginha, a juro de 1,7%.

O percentual segundo do presidente da Codemig, Marco Antônio Castello Branco, é inferior aos praticados por “bancos comerciais”. O Sindicato das Indústrias do Vale da Eletrônica (Sindvel) participou das conversas com a Codemig para a criação do Fundo que tem como gestor o Banco Cooperativo do Brasil (Bancoob).

O governador, Fernando Pimentel, durante seu discurso ressaltou que o Fundo de Investimento irá movimentar a economia local e que os juros que o setor pode deixar de pagar com as taxas menores do Fundo equivalem a R$16 milhões ao ano.

Previdência é tema de reunião entre presidente interino Michel Temer e Centrais Sindicais

As Centrais Sindicais estão reunidas com o presidente interino Michel Temer para conversar sobre a reforma da previdência. Todas as centrais foram convidadas para o encontro que foi chamado após uma declaração do ministro da Fazenda Henrique Meirelles.

O ministro defendeu, na última sexta-feira, que se estabeleça uma idade mínima para aposentadoria pelo Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) como medida fundamental para garantir o financiamento da Previdência.

A ideia foi criticada pelo deputado Paulo Pereira da Silva (SD-SP), presidente nacional da Força Sindical, que em nota disse repudiar tentativa de reforma na Previdência que retire direitos dos trabalhadores. Para ele, as propostas do novo titular da Fazenda para a área previdenciária são "inoportunas".



Íntegra da nota 

"Ideias estapafúrdias de Meirelles sobre a Previdência

A Força Sindical repudia qualquer tentativa de se fazer uma reforma da Previdência que venha a retirar direitos dos trabalhadores. As afirmações do ministro da economia, Henrique Meirelles, divulgadas hoje em veículos de comunicação, revelando a intenção de implantar a idade mínima para as aposentadorias, são inoportunas.


A estapafúrdia ideia defendida pelo atual ministro é inaceitável porque prejudica quem ingressa mais cedo no mercado de trabalho, ou seja, a maioria dos trabalhadores brasileiros. Vale lembrar que o último governo já fez mudanças no regime da Previdência que só resultaram em prejuízos para os trabalhadores.

A implantação da regra 85/95 progressivamente, implantada por Dilma, vai dificultando cada vez mais a aposentadoria. É bom lembrar que o governo Dilma já chegou ao absurdo de colocar lei para praticamente impedir a aposentadoria. Isto porque começou a ser aplicada a fórmula 90/100 para mulheres e homens, com a soma da idade e do tempo de contribuição. Esta fórmula torna praticamente impossível a aposentadoria para as pessoas com idade inferior a 65 anos. 

Entendemos que qualquer mudança na Previdência deva ser amplamente discutida com a sociedade, e com os representantes dos trabalhadores, de forma democrática e transparente. Reafirmamos que não aceitaremos, em hipótese alguma, uma reforma feita na calada da noite, com o intuito de mexer nos direitos adquiridos. 

A Previdência Social é um patrimônio do trabalhador e do cidadão brasileiro. Qualquer alteração tem como princípio que os aposentados recebam benefícios com valores suficientes para ter uma vida digna. Vamos resistir a mais este ataque a direitos e conquistas que, a duras penas, foram acumulados ao longo da história de lutas da classe trabalhadora brasileira.  

Acreditamos que o atual presidente, Michel Temer, seguirá os caminhos acordados com os trabalhadores e com as Centrais Sindicais nas reuniões realizadas recentemente, de manutenção de direitos e de articulação pelo crescimento do País e pela geração de empregos. 

Não podemos deixar de destacar que valorizar as aposentadorias é uma forma sensata e justa de distribuição de renda."



Paulo Pereira da Silva (Paulinho da Força)
Presidente da Força Sindical