17/09/2014

Pautas de Acordos Coletivos são entregues

O SINDVAS entregou as pautas das negociações dos Acordos Coletivos às empresas que negociam diretamente com o sindicato. Todos os documentos mantém a data-base da categoria em 1° de outubro. As empresas Metagal, unidades Santa Rita do Sapucaí e Conceição dos Ouros, e Delphi de Conceição dos Ouros receberam a pauta na sede do SINDVAS.


As empresas Vesta e Megatron, ambas de Cachoeira de Minas, e Apcom de Conceição dos Ouros receberam as pautas pelo diretor do SINDVAS, Fábio, que entregou os documentos na tarde da última terça-feira (16).
Pauta entregue na empresa Megatron 

Apcom, em Conceição dos Ouros, recebe o documento

Pauta de reivindicação entregue na Vesta

16/09/2014

Metagal comunica mudança nos turnos

A Metagal comunicou que devido à reestruturação produtiva irá fazer a reunificação dos turnos. Representantes da empresa estiveram no Sindicato para propor as alterações que ocorrem em um momento de incerteza no mercado automobilístico com várias empresas do setor aderindo à suspensão dos contratos de trabalho.  


Segundo a empresa, a mudança será no 1°e 2° turnos e somente no setor de montagem, na unidade de Santa Rita do Sapucaí, que passam a ter horário administrativo. No 3° turno, os outros setores, e na unidade de Conceição dos Ouros não há alteração. 

12/09/2014

Contratações superam demissões no mês de agosto em Santa Rita do Sapucaí

O número de contratações com carteira assinada foi maior que o de demissões no mês de agosto em Santa Rita do Sapucaí. Segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgado, nesta quinta-feira (11), informa que foram 465 admissões contra 426 demissões, o que leva a um saldo positivo no mês de 39 postos de trabalho.


A indústria de transformação do município registrou 260 contratações e 192 demissões. O saldo desse setor ficou positivo em 68 postos. O Caged também divulgou o dado anual que apresenta 4.893 contratações e 4.469 demissões no município.

Trabalhadores da metalúrgica Foxconn II em Jundiaí entram em greve

Os cerca de 3,7 mil trabalhadores na Foxconn II (Anhanguera), em Jundiaí - única fábrica de iPads fora da China, decidiram, em assembléia realizada na tarde desta quinta-feira (11), entrar em greve por tempo indeterminado. Eles não aceitaram a proposta da empresa, que solicitou um prazo de 15 dias para apresentação de um plano de cargos e salários e 30 dias para que essa nova estrutura seja colocada em prática.

Trabalhadores entram em greve. Foto: Jamilson Tonoli
O diretor do Sindicato dos Metalúrgicos Evandro Oliveira Santos, destacou que não existe na empresa uma organização de cargos e salários, nem uma organização de estrutura. “Eles precisam apresentar uma estrutura para que o trabalhador, quando entrar na empresa, possa saber até onde pode chegar”, disse, lembrando que em fevereiro de 2013 já ocorreu uma greve na empresa, pelo mesmo motivo. “Os trabalhadores cansaram de dar prazos e não ver a reivindicação atendida”.

O presidente do Sindicato, Eliseu Silva Costa, foi incisivo ao acusar a empresa de desrespeitar os trabalhadores. “Todo mundo está estagnado por baixo. Queremos que o trabalhador seja reconhecido, tratado com respeito, e isso nós não vemos aqui”, disparou.

Outra preocupação dos trabalhadores era com relação à PLR. O Sindicato defendia uma revisão no atingimento de metas para garantir o pagamento aos trabalhadores. “A empresa vinha promovendo descontos no valor inicialmente acordado por conta de uma auditoria que teria detectado alguns problemas de zelo. Mas conseguimos que eles cancelassem esses descontos e passassem a fazer a nova avaliação a partir de setembro”, explicou Eliseu.
O Sindicato aguarda agora uma manifestação por parte da empresa para uma possível retomada de negociações. “Qualquer proposta que venha a surgir, levaremos para apreciação dos trabalhadores”, arrematou.


Fonte CNTM

11/09/2014

Trabalho infantil no Brasil está em queda, mas ainda é grave

O Brasil precisa intensificar seus esforços para erradicar o trabalho infantil, de acordo com a secretária executiva do Fórum Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil, Isa Oliveira. Segundo ela, a meta de erradicação até 2020 corre risco de não ser cumprida, pois “a situação é tão grave que as iniciativas em curso não são suficientes”.

Isa Oliveira disse que o Brasil vem mantendo curva decrescente de trabalho infantil, mas a redução está perdendo ritmo. “Se novas iniciativas não forem adotadas imediatamente, o Brasil não vai cumprir a meta. Nós temos 3,4 milhões de crianças ainda trabalhando no país”.

O alerta foi feito paralelamente à divulgação de uma pesquisa contratada pela organização não governamental inglesa Plan International. A pesquisa divulgada hoje (10) mostra que quase 14% das meninas de 6 a 14 anos do país afirmam trabalhar ou já ter trabalhado para terceiros. Isa explica que o maior foco de trabalho infantil é na economia familiar, ou seja, crianças que trabalham para complementar na renda da casa.

Para ela, a reversão do quadro depende de intensificação de esforços entre setores como educação, assistência social e geração de emprego. Não basta, portanto, coibir o ingresso precoce da criança no mercado de trabalho; é preciso estimular os adultos, profissionalmente, para que não precisem da renda trazida pela criança.

“A educação é a estratégia mais importante, porque as crianças estão em uma faixa etária em que a escolarização é obrigatória. O importante é que os adultos da família também sejam apoiados no sentido da qualificação profissional e inclusão produtiva, para que cumpram o papel de prover as crianças, e não o inverso”, explicou.

Presente ao seminário que marcou o lançamento da pesquisa da Plan International, a chefe da Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Criança e do Adolescente, Angélica Goulart, acredita que os dados divulgados podem ajudar na criação de mais políticas protetivas às meninas, tidas por ela como uma parcela vulnerável dentro do universo das crianças que, por si só, já é frágil. “O estudo vai contribuir para que as várias comissões intersetoriais produzam mais ações e políticas de proteção e promoção dos direitos das meninas”, disse ela.

A diretora nacional da Plan International, Anette Trompeter, comemorou a participação de várias entidades públicas e privadas no seminário de debate sobre a questão, ampliada pela curiosidade em relação à pesquisa. No seu entender, “um dos grandes resultados é ter a conscientização do corpo técnico dos ministérios de que temos que ter um olhar focado na questão de gênero, que é gerador de violências, desigualdades, e que isso só prejudica o futuro do nosso país”.


Anette explicou que a Plan International vai continuar com a campanha “Por Ser Menina”, que motivou o estudo e tem o engajamento de governos e sociedade civil. “Quando trazemos à luz questões delicadas, problemáticas e, às vezes, novidade para muita gente, fazemos as pessoas refletirem, terem um olhar especial para os problemas”, analisou.

Bombeiros usam drone em buscas por operador de retroescavadeira

Um drone, cedido pela Vale, está sendo utilizado pelo Corpo de Bombeiros nas buscas pelo operador de retroescavadeira Adilson Aparecido Batista, de 44 anos, que ficou soterrado com o rompimento de uma barragem da Herculano Mineração, na manhã dessa quarta-feira (10), junto com mais outros cinco funcionários da empresa. De acordo com a corporação, o trabalho deles está sendo como procurar "uma agulha no palheiro". A Herculano Mineração irá disponibilizar um GPR, uma espécie de raio-X que escaneia a área e separa o que é minério do que é orgânico. Além disso, os 23 bombeiros que trabalham no local, contam com a ajuda de cães farejadores da raça labrador e do helicóptero Arcanjo.

Batista teria deixado o veículo e teria sido atingido pelos rejeitos já fora da retroescavadeira, o que dificulta ainda mais a localização dele. Parentes dele acompanham o trabalho, no local.

O acidente- Segundo o Corpo de Bombeiros, o acidente aconteceu por causa do rompimento de uma barragem, que estava desativada e onde era depositado o resto de lavagem do minério. Uma grande quantidade de rejeitos atingiu os operários e seus veículos - três caminhões, um Uno e duas retroescavadeiras. No momento do acidente, os funcionários faziam manutenção no local. Além dos quatro soterrados, dois operários conseguiram sair sem ferimentos.

Os mortos são o topógrafo Reinaldo da Costa Melo, 69, e o operário Cristiano Fernandes Silva, 32. Geraldo Moreira, 42, recebeu alto do Hospital João XXIII na tarde dessa quarta-feira (10). 


Investigação- O Ministério Público Estadual (MPE) fará uma investigação paralela sobre o rompimento de barragem em uma mina da Herculano Mineração Ltda, em Itabirito, Região Central do Estado. Na tragédia, ocorrida na última quarta-feira (10), dois operários morreram, três ficaram feridos e um continua desaparecido. 

Segundo a assessoria do MPE, as investigações já começaram e estão sendo ordenadas pelo promotor e coordenador das regionais das Promotorias de Defesa do Meio Ambiente Carlos Eduardo Figueira Pinto, que está no município.  

Um inquérito civil foi instaurado para apurar as causas do acidente. Ainda de acordo com a assessoria, nesta quinta-feira (11) uma equipe do Centro de Apoio ao Meio Ambiente (CAOMA) e a Secretária de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (SEMAD) irão até o local para fazer uma vistoria. 

A Polícia Civil da cidade também instaurou inquérito para apurar as causas do rompimento de uma barreira de rejeitos. A delegada Mellina Isabel Silva está responsável pelo caso. 



Fonte O Tempo/ Hoje em Dia

Mercedes-Benz propõe congelar reajustes

Trabalhadores da Mercedes-Benz de São Bernardo participaram ontem de assembleia realizada pelo Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. A entidade negocia com a direção da empresa alternativas para manter os empregos nessa fábrica. Uma das propostas apresentadas pela companhia é de que os funcionários fiquem sem reajuste pelos próximos cinco anos, segundo informação apurada pela equipe do Diário. A intenção seria reduzir a diferença em relação ao valor pago pela fabricante aos empregados da unidade de Juiz de Fora.

Em São Bernardo, a Mercedes mantém, desde 1º de julho, 1.200 empregados em lay-off, suspensão temporária de contratos de trabalho – em que o pessoal fica pelo prazo de até cinco meses em casa recebendo parte dos salários, que é complementado com recursos do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador), e faz cursos de qualificação.


A montadora, que possui em torno de 12,5 mil funcionários, informou que há processo de negociação em andamento e que não vai fazer comentários a respeito. O sindicato foi procurado pelo Diário, mas também preferiu não falar sobre as conversas feitas com a direção da companhia. 

Fonte Diário do Grande ABC

10/09/2014

Trabalhadores morrem em mineradora na cidade de Itabirito

Três funcionários morreram e um ficou ferido e outros dois saíram ilesos do rompimento de uma barragem da empresa Herculano Mineração, em Itabirito, na região Central de Minas Gerais. Os operários ficaram soterrados na manhã desta quarta-feira (10). Em entrevista ao canal Globo News, o secretário municipal de Meio Ambiente de Itabirito, Antônio Marcos Generoso, informou que um dos corpos foi retirado do local e as outras duas vítimas fatais são as que ainda são consideradas desaparecidas pelos Bombeiros. "A causa do rompimento é uma preocupação posterior. Nossa preocupação agora são as vítimas e amenizar os impactos para a cidade". Ainda segundo ele, empresas do entorno estão auxiliando o resgate no local.

De acordo com Corpo de Bombeiros de Itabirito, os operários realizavam a manutenção no talude de uma barragem de rejeitos (resíduos sólidos presentes em minérios, mas que estão com as possibilidades de reaproveitamento esgotadas), que estava desativada, quando ela teria rompido, por volta das 8h. Dois caminhões, uma retroescavadeira e um Fiat Uno foram atingidos pelo deslizamento de terra e os motoristas ficaram sob os escombros, desaparecidos. Uma pessoa foi socorrida, com fratura no braço, para o Hospital de Pronto-Socorro João XXIII, em Belo Horizonte, e outros dois trabalhadores saíram ilesos. As vítimas ainda não foram identificadas, sabe-se apenas que um dos morto atuava como topógrafo.

Segundo o bombeiro municipal Clébio Araújo, alguns operários que presenciaram o acidente tentaram ajudar os colegas. Muitos ficaram em choque com o que presenciaram. A mineradora ficou tomada por lama após o acidente.



Fonte O tempo

09/09/2014

Empregador deve recolher FGTS durante período de afastamento por acidente do trabalho

O empregador está obrigado a continuar a efetuar os recolhimentos do FGTS nos casos de afastamento do empregado para prestação do serviço militar obrigatório e de licença por acidente do trabalho, como prevê o parágrafo 5º da Lei 8.036/90. Com base nesse fundamento, a 1ª Turma do TRT-MG confirmou a decisão que determinou o pagamento do FGTS, inclusive no período em que o trabalhador esteve afastado em razão de acidente do trabalho.

A condenação alcançou todo o período contratual, já que não houve prova de qualquer recolhimento de FGTS na conta vinculada do trabalhador já falecido. Em seu recurso, a construtora reclamada pretendia convencer os julgadores de que o pagamento determinado ao espólio não deveria abranger o período em que o ex-empregado recebeu auxílio doença dito "comum".

Mas o desembargador Emerson Alves Lage não acatou esse argumento. É que, apesar de o empregado falecido ter recebido o auxílio doença "comum" durante certo período, ficou claro que todos os afastamentos decorreram do acidente de trabalho sofrido durante a execução dos serviços à empregadora.

Nesse sentido revelaram os próprios laudos apresentados pelo órgão previdenciário. No caso, ficou demonstrado que a reclamada demorou a emitir a CAT (Comunicação de Acidente do Trabalho) após o acidente que lesionou o joelho do empregado. Conforme observou o relator, ao emitir a CAT a empresa acabou reconhecendo o acidente do trabalho.

Para o julgador, o fato de o trabalhador não ter recebido auxílio doença acidentário (código B91), mas sim "comum" (código B31), é irrelevante. Ele aplicou ao caso o disposto no artigo 129 do Código Civil, que reputa "verificada, quanto aos efeitos jurídicos, a condição cujo implemento for maliciosamente obstado pela parte a quem desfavorecer".


E foi o que se deu no caso: "O falecido empregado deixou de receber o auxílio-acidente que lhe era devido apenas porque a reclamada não emitiu a CAT a tempo e modo, conforme lhe competia, não sendo dado a esta se beneficiar do seu ato omissivo", explicou o julgador, negando provimento ao recurso da reclamada, no que foi acompanhado pela Turma julgadora.