Em 2014, o valor
acumulado da cesta básica aumentou em 17 das 18 capitais onde o DIEESE -
Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos – realizou mensalmente,
durante todo o ano, a Pesquisa da Cesta Básica de Alimentos. A única exceção
foi registrada em Natal (-1,70%). Três localidades apresentaram variações acima
de 10%: Brasília (13,79%), Aracaju (13,34%) e Florianópolis (10,58%). As
menores oscilações positivas ocorreram em Salvador (1,01%), Belo Horizonte
(1,22%) e Campo Grande (2,36%).
Em dezembro, houve
aumento da cesta em 16 cidades e diminuição em duas: Curitiba (-1,07%) e
Fortaleza (-0,07%). As maiores elevações foram registradas em Salvador (4,73%)
e Recife (4,35%). Apesar de registrar, em dezembro, alta de 1,79%, São Paulo
foi a capital onde se apurou o maior valor para a cesta básica (R$ 354,19). Na
sequência, entre as capitais com os maiores valores para a cesta aparecem
Florianópolis (R$ 353,10) e Porto Alegre (R$ 348,56). Os menores custos médios
foram observados em Aracaju (R$ 245,70) e Salvador (R$ 267,82).
Com base no total
apurado para a cesta mais cara, a de São Paulo, e levando em consideração a
determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente
para suprir as despesas de um trabalhador e sua família com alimentação,
moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência,
o DIEESE estima mensalmente o valor do salário mínimo necessário. Em dezembro
deste ano, o salário mínimo necessário deveria ser de R$ 2.975,55 ou 4,11 vezes
o mínimo em vigor, de R$ 724,00. Em novembro, o mínimo necessário era menor, de
R$ 2.923,22, ou 4,04 vezes o piso vigente. O valor também era mais baixo em
dezembro de 2013, e correspondia a R$ 2.765,44, ou 4,08 vezes o mínimo da época
(R$ 678,00).
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